O futebol inglês está de luto com a morte de Billy Vigar, atacante do Chichester City, que faleceu na manhã desta quinta-feira (25) aos 21 anos. O jogador permanecia em coma induzido desde sábado (20), após sofrer uma grave lesão cerebral durante um choque na partida contra o Wingate & Finchley, válida pela Isthmian League, uma das divisões inferiores do futebol inglês.
Billy iniciou sua carreira nas categorias de base do Arsenal, chegando ao clube aos 14 anos após ser descoberto no Hove Rivervale FC, sua equipe de origem. Rápido e determinado, destacou-se como atacante no Hale End, marcando 17 gols em sua primeira temporada. O desempenho garantiu-lhe uma bolsa de estudos em 2020 e, ao final da temporada 2021/22, assinou seu primeiro contrato profissional. Embora nunca tenha atuado pelo time principal, representou o Arsenal em competições de base e no EFL Trophy, mostrando versatilidade para jogar em diferentes posições, incluindo na defesa.
Durante sua trajetória, Billy passou por empréstimos no Derby County sub-21 e no Eastbourne Borough, antes de assinar definitivamente com o Hastings United, transferindo-se posteriormente para o Chichester City. Pelo clube atual, disputou seis partidas nesta temporada e marcou dois gols, acumulando na carreira profissional 51 jogos e cinco gols.
O Chichester City confirmou o falecimento do atleta em comunicado oficial, solicitando respeito à privacidade da família, profundamente abalada pela perda enquanto Billy praticava o esporte que amava. Após o acidente, o clube havia informado que o jogador estava em coma e recebia cuidados intensivos.
O Arsenal também se manifestou, expressando choque e solidariedade à família e amigos. Em nota oficial, o clube destacou a trajetória do jogador, lembrando sua velocidade, força, determinação e versatilidade, além do amor pelo futebol e do orgulho que sentia em representar a camisa do Arsenal. O clube ainda relatou que Billy considerava o dia em que foi descoberto pelos olheiros como o mais importante de sua vida.
Billy Vigar será lembrado não apenas pelo talento em campo, mas também pela dedicação, humildade e pelo carinho conquistado entre colegas, treinadores e torcedores.