Landau critica processo de Bolsonaro e alerta para retaliações americanas

Landau ressaltou ainda que, citando posições de Donald Trump e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, os Estados Unidos responderão de forma adequada àquilo que consideram uma caça às bruxas

O vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, declarou nesta quarta-feira (17) que os EUA manterão a perspectiva de reação à condenação de Jair Bolsonaro, independentemente da possibilidade de o ex-presidente ser preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.

Conforme a coluna de Mônica Bergamo, ministros do STF avaliam que eventuais punições adicionais dos EUA podem reforçar o cumprimento da pena de Bolsonaro.

Em publicação na rede social X, Landau respondeu a notícias da Folha de S.Paulo sobre o caso, classificando o processo judicial no Brasil como uma farsa política. Ele afirmou que aqueles que alegam seguir o Estado de Direito não podem aumentar a pena de um réu com base na reação de terceiros à decisão.

Landau ressaltou ainda que, citando posições de Donald Trump e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, os Estados Unidos responderão de forma adequada àquilo que consideram uma caça às bruxas política, sem se deixar intimidar por ameaças judiciais.

Na segunda-feira (15), Rubio já havia sinalizado que medidas de resposta à condenação de Bolsonaro seriam anunciadas. Em entrevista à Fox, o secretário comentou que a decisão do STF, que resultou em 27 anos de prisão ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, reflete uma deterioração do Estado de Direito no Brasil. Ele afirmou que os anúncios sobre ações adicionais ocorreriam na semana seguinte e classificou o julgamento como mais um capítulo de uma suposta campanha de opressão judicial que atingiu empresas americanas e cidadãos que operam a partir dos EUA.

Entre as medidas que estão sendo avaliadas pelos EUA estão a cassação de vistos, a inclusão da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, na lista de sanções da Lei Magnitsky, que pune violadores de direitos humanos, além da possibilidade de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros ou reverter algumas das exceções concedidas na sobretaxa de 50% aplicada a determinados bens.