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Macron nomeia Sébastien Lecornu como novo premiê da França

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Macron nomeia Sébastien Lecornu como novo premiê da França

Pressionado por sucessivas derrotas no Parlamento e pela queda do primeiro-ministro François Bayrou, o presidente Emmanuel Macron nomeou o ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, como novo premiê da França, nesta terça-feira (9/9). Com isso, França entra em mais um capítulo de sua prolongada crise política.

Em comunicado, o Palácio do Eliseu destacou que o novo premiê deve “consultar as forças políticas representadas no Parlamento” para viabilizar acordos que garantam a governabilidade.

Macron optou por entregar a Lecornu a missão de negociar um consenso em uma Assembleia Nacional fragmentada e aprovar o orçamento de 2026.

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Bayrou deixou o cargo após apenas nove meses, fragilizado pela rejeição a seu plano de austeridade para conter o déficit público e derrotado em uma moção de confiança.

No discurso de despedida, fez um alerta aos parlamentares: “Vocês têm o poder de derrubar o governo, mas não têm o poder de apagar a realidade. As despesas continuarão a aumentar e o peso da dívida, já insuportável, ficará mais pesado e custoso.”

O desafio de Lecornu não será pequeno. Ele assume em um cenário de endividamento elevado — o corte de gastos previsto é de 44 bilhões de euros — e sob forte pressão popular. Manifestações e bloqueios de rodovias já estão programados para esta quarta-feira (10/9), e uma greve nacional mais ampla foi convocada pelos sindicatos para o dia 18.

A nomeação ocorre em meio a uma sequência de instabilidades. Desde junho do ano passado, quando Macron dissolveu a Assembleia Nacional após seu partido ser derrotado nas eleições para o Parlamento Europeu, nenhum dos primeiros-ministros conseguiu se manter por muito tempo.

Bayrou foi o quarto a cair em 2024, repetindo o desgaste vivido por seus antecessores.

Para Macron, que já descartou a possibilidade de renúncia antes do fim de seu mandato em 2027, a sobrevivência política depende agora da habilidade de Lecornu em articular pontes dentro e fora do Parlamento além de ter de enfrentar as ruas.

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