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Maduro ameaça reagir com guerra armada a possível invasão dos EUA

Por Brasil Direto

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta segunda-feira (1º) que está disposto a recorrer à “luta armada” caso o país sofra uma invasão militar. A fala ocorre em meio à crescente tensão com os Estados Unidos, que reforçaram sua presença no Caribe com navios de guerra e submarinos.

Durante uma coletiva em Caracas com jornalistas estrangeiros, Maduro disse que o país vive um “período especial de preparação máxima” e que, diante de qualquer ataque, a resposta será imediata.  — Se a Venezuela for agredida, iniciaremos de imediato uma luta armada em defesa do território, da nossa História e do povo venezuelano — afirmou.

A escalada no tom do chavista acontece enquanto a Venezuela enfrenta mais uma crise política e econômica. O governo norte-americano, sob comando de Donald Trump, enviou três contratorpedeiros, um cruzador, um submarino nuclear e o Grupo de Prontidão Anfíbia Iwo Jima para a região, alegando intensificar o combate ao narcotráfico.

Washington acusa Maduro de vínculos com o chamado Cartel de los Soles e aumentou para 50 milhões de dólares (cerca de R$ 272 milhões) a recompensa por informações que levem à sua prisão.

Em resposta, o governo venezuelano colocou suas Forças Armadas em alerta e anunciou a mobilização de reservistas. Maduro afirmou que a Milícia Nacional Bolivariana já teria reunido 4,5 milhões de integrantes, número contestado por especialistas, que o consideram inflado.

O líder chavista ainda acusou os Estados Unidos de representarem “a maior ameaça ao continente nos últimos 100 anos”, classificando a mobilização militar americana como “extravagante, criminosa e sangrenta”. — Eles falam em pressão máxima. Pois diante da pressão máxima militar, nós respondemos com máxima preparação para a defesa da pátria — declarou.

Além da questão militar, Maduro comentou que os canais de diálogo com Washington, restabelecidos por meio de enviados especiais após a ruptura diplomática em 2019, estão enfraquecidos. Segundo ele, “a diplomacia das canhoneiras imposta ao presidente Donald Trump é equivocada e errática”.

O chavista também acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, de tentar empurrar Trump para uma ação sangrenta:
— Querem provocar uma mudança de regime pela força e manchar o sobrenome Trump com sangue para sempre — afirmou.

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