Maduro aponta Rubio como “senhor da guerra” e chama ação americana de agressão múltipla

Maduro afirmou que, recentemente, Washington posicionou oito navios no sul do Caribe em uma missão antidrogas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta segunda‑feira (15) que os Estados Unidos estariam preparando uma operação militar contra seu país, assegurando que seu governo dispõe de respaldo nas leis internacionais para enfrentá‑la.

Maduro afirmou que, recentemente, Washington posicionou oito navios no sul do Caribe em uma missão antidrogas. Os EUA acusam Maduro de ter ligações com o narcotráfico e oferecem US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 273 milhões) para quem fornecer informações que levem à sua captura. O presidente venezuelano considerou essas ações múltiplas agressões — policial, política, diplomática e de caráter militar — além de dizer que a comunicação entre os dois governos estaria rompida.

Ele também fez referência a um ataque de origem americana contra uma embarcação venezuelana, que resultou na morte de onze pessoas no início do mês, lembrando que tais medidas reforçariam a necessidade de reação. O presidente apontou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como responsável por ameaças de morte, bombas e coerção.

Maduro ainda mobilizou forças armadas para estados limítrofes com Colômbia e regiões costeiras do Caribe, requisitando também a adesão de civis à Milícia Bolivariana, órgão civil‑militar, como medida preventiva contra qualquer tentativa de invasão.

Além disso, o governo da Venezuela denunciou que militares americanos retiveram um barco pesqueiro venezuelano por cerca de oito horas em águas do Caribe. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que os EUA aumentaram significativamente as operações de vigilância aérea no país, com aviões‑espiões operando mais intensamente.