Um levantamento do instituto Quaest mostra que a PEC da Blindagem enfrenta forte rejeição nas redes sociais. Entre os dias 16 e 19 de setembro, 83% das 2,3 milhões de menções sobre o tema tinham caráter crítico ao texto.
O maior pico de interação aconteceu no dia 16, por volta das 19h, registrando média de 24 mil comentários por hora. Embora abaixo do volume observado durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, que chegou a 44 mil menções por hora, o debate sobre a PEC superou a repercussão da recente disputa entre Executivo e Congresso sobre o aumento do IOF.
Grande parte das críticas se voltou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e à própria Casa legislativa, que juntos concentraram 46% das menções negativas. Deputados da oposição e influenciadores alinhados à esquerda lideraram o movimento, promovendo hashtags como #CongressoInimigoDoPovo, além de vídeos satíricos e postagens virais.
As manifestações programadas para este domingo (21) também impulsionaram a discussão, representando cerca de 40% do volume total de menções. Outra parcela do debate relacionou a PEC a temas como anistia e o julgamento de Bolsonaro.