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Presidente afirma que não usa igrejas como palanque eleitoral

Por Brasil Direto

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Lula vai inaugurar centro de cooperação policial internacional no AM

O presidente Lula (PT) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, participaram de uma entrevista em um programa de rádio evangélico exibido nesta sexta-feira (19). Durante a conversa, o presidente fez críticas ao Congresso Nacional, afirmando que muitos parlamentares não demonstram preocupação com os interesses da população.

Segundo Lula, a própria Constituição brasileira reúne uma série de direitos sociais que ainda não foram devidamente regulamentados. Para ele, isso ocorre porque grande parte dos deputados não vem da classe trabalhadora, mas sim de setores da classe média alta, pouco comprometidos com as demandas populares.

A declaração foi feita no podcast Papo de Crente, transmitido apenas dois dias após o avanço de pautas polêmicas no Congresso. Entre elas está a chamada PEC da Blindagem, que estabelece a necessidade de autorização prévia do Legislativo para investigações e prisões de parlamentares — proposta que contou com o apoio de oito deputados do PT. Outro ponto em discussão é o projeto de lei que busca conceder anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, tema de maior interesse para o governo.

O canal responsável pela entrevista é identificado com o público evangélico alinhado ao presidente, trazendo conteúdos como “Coalizão de evangélicos contra Bolsonaro” entre seus vídeos mais assistidos.

Levantamento do Datafolha divulgado em fevereiro mostrou que a popularidade de Lula entre os evangélicos apresentou queda: o índice de aprovação, que era de 26% em dezembro, caiu para 21%, enquanto 48% avaliaram sua gestão como ruim ou péssima.

Ainda assim, Lula reforçou que sua aproximação com esse público não se dá por meio do uso da religião como ferramenta eleitoral. Ele afirmou não ter o costume de dividir a sociedade com base em crenças religiosas e ressaltou que evita frequentar igrejas durante períodos de campanha, justamente para não transformar o espaço religioso em palanque político.

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