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Cessar-fogo em Gaza provoca celebrações, mas ataques continuam no norte do território

Por Brasil Direto

Apesar do anúncio de cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os bombardeios aéreos na Faixa de Gaza continuaram intensos. Mesmo assim, tanto palestinos quanto israelenses saíram às ruas nesta quinta-feira (9) para celebrar o acordo de paz.

Em Khan Younis, no sul de Gaza, moradores expressaram alívio e alegria pelo fim da violência, destacando que toda a região e a comunidade árabe compartilham a mesma felicidade. Outros ressaltaram que aguardavam esse momento há muito tempo, considerando o dia como histórico após dois anos de mortes e destruição.

Em Tel Aviv, na Praça dos Reféns, familiares de israelenses sequestrados pelo Hamas também se emocionaram com o anúncio. Muitos relataram sentir uma mistura de alívio e emoção, aguardando o reencontro com seus entes queridos.

Mesmo durante as comemorações, a Defesa Civil de Gaza registrou novos ataques no norte do território. O porta-voz Mohammed Al-Mughayyir informou que ainda ocorriam bombardeios intensos sobre a cidade de Gaza. Paralelamente, o Exército de Israel orientou a população a evitar o norte da Faixa, classificando a região como “zona de combate perigosa”, e alertou para que se mantivessem afastados das forças israelenses até novas instruções.

O acordo, mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, estava previsto para assinatura oficial ao meio-dia (8h no horário de Brasília), com o cessar-fogo entrando em vigor logo em seguida. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que o governo se reuniria às 13h para ratificar o plano e prometeu o retorno de todos os reféns para casa.

O cessar-fogo foi formalizado exatamente um dia após o segundo aniversário do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, evento que desencadeou a guerra. O plano de paz, elaborado por Trump, inclui 20 pontos que preveem a libertação de reféns, a retirada parcial das tropas israelenses e o início de negociações visando uma solução duradoura para o conflito.

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