As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram nesta terça-feira (14) que abriram fogo contra um grupo de pessoas consideradas suspeitas de tentar se aproximar de seus militares nas imediações da Faixa de Gaza. Segundo a corporação, a ação teria sido uma resposta a uma suposta ameaça e representaria uma “violação ao acordo de cessar-fogo”.
Fontes médicas palestinas relataram que drones israelenses dispararam contra civis que observavam suas casas no leste da Cidade de Gaza, matando três pessoas, conforme noticiado pela agência WAFA. O jornal Filastin elevou o número de mortos para cinco, enquanto a Reuters, citando autoridades locais, indicou ao menos seis vítimas fatais.
As pessoas atingidas seriam palestinos que tentavam retornar às regiões de Shujaiya e Khan Yunis. Fontes locais contestaram a versão de Israel, afirmando que os disparos foram realizados por drones e “sem qualquer provocação”.
Em outro episódio, pelo menos uma pessoa morreu em novo ataque aéreo na cidade de Al-Fakhari, também no sul de Gaza. O Exército israelense não se pronunciou sobre esse incidente.
As forças israelenses reforçaram os alertas para que a população evite áreas onde seus militares ainda mantêm presença após a retirada parcial anterior ao cessar-fogo — acordo firmado como parte da primeira fase do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê o fim das hostilidades e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.
Durante a cúpula internacional em Sharm El-Sheikh, no Egito, o presidente Abdel Fattah al-Sissi classificou o plano de Trump como “a última oportunidade para a paz”. O encontro, que reuniu mais de 20 líderes mundiais — entre eles o rei Abdullah da Jordânia, o presidente francês Emmanuel Macron e o premiê britânico Keir Starmer — buscou consolidar o cessar-fogo e discutir formas de reconstruir Gaza.
Apesar dos avanços, a instabilidade persiste, e analistas alertam para o risco de uma retomada dos confrontos caso o processo de paz não avance.