STF absolve ex-dirigentes e engenheiros envolvidos na tragédia do Ninho do Urubu

O processo, que começou em janeiro de 2021, envolveu ex-dirigentes do Flamengo e engenheiros responsáveis pelos contêineres usados como dormitórios

A Justiça do Rio de Janeiro absolveu, em primeira instância, os sete réus envolvidos no incêndio do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, que em fevereiro de 2019 matou 10 jogadores da base do clube. A decisão foi proferida pelo juiz Tiago Fernandes Barros, da 36ª Vara Criminal, e cabe recurso.

O processo, que começou em janeiro de 2021, envolveu ex-dirigentes do Flamengo e engenheiros responsáveis pelos contêineres usados como dormitórios, além de um sócio da empresa de manutenção de ar-condicionado. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) havia solicitado a condenação dos acusados, alegando que a tragédia poderia ter sido evitada e responsabilizando os denunciados pela segurança do CT e pelos equipamentos.

Inicialmente, 11 pessoas foram denunciadas. Entre elas, o ex-presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, não chegou a ser julgado devido à idade e ao tempo de prescrição reduzido. Alguns réus tiveram as acusações rejeitadas, como o monitor Marcus Vinicius, o engenheiro Luiz Felipe e o ex-diretor da base Carlos Noval.

O incêndio atingiu um contêiner durante a madrugada, quando 26 jovens dormiam no local. Além das 10 mortes, três adolescentes ficaram feridos. As vítimas tinham entre 14 e 16 anos.

Após a tragédia, o Flamengo fechou 11 acordos de indenização com familiares das vítimas, incluindo pagamento de valores em dinheiro e pensões mensais. O último acordo foi firmado em fevereiro deste ano, com a família de Christian Esmério.