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Casa Branca diz que e-mails de Epstein são usados para criar “narrativa falsa” contra Trump

Por Brasil Direto

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Trump reage atacando democratas após divulgação de e-mails de Epstein

A Casa Branca reagiu nesta quarta-feira (12) após a divulgação de e-mails ligados ao escândalo sexual envolvendo o financista Jeffrey Epstein, que mencionam o nome do presidente Donald Trump. O governo norte-americano classificou o episódio como uma tentativa da oposição de difamar o chefe do Executivo por meio de “vazamentos seletivos”.

A reação oficial veio depois que deputados do Partido Democrata divulgaram mensagens trocadas por Epstein que citam o presidente. Em nota enviada à NBC News, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os democratas “vazaram seletivamente e-mails para a mídia liberal a fim de criar uma narrativa falsa para difamar o presidente Trump”.

Mais cedo, os parlamentares democratas tornaram públicos novos documentos ligados à investigação sobre Epstein, acusado de chefiar uma rede de exploração sexual que vitimou mais de 250 meninas. O financista, figura influente na elite norte-americana, mantinha contato próximo com personalidades do meio político e empresarial.

As mensagens divulgadas incluem comunicações de Epstein com Ghislaine Maxwell, sua ex-companheira — atualmente cumprindo 20 anos de prisão por tráfico sexual e outros crimes —, além de trocas de e-mails com o escritor Michael Wolff, em que o nome de Trump também aparece.

Em uma das correspondências, datada de 2011, Epstein afirma a Maxwell que Trump “passou horas em sua casa” na companhia de uma das jovens vítimas do esquema. Em outra, de 2019, enviada ao autor Michael Wolff, ele alega que Trump “sabia sobre as meninas” e teria pedido a Ghislaine que parasse.

Epstein também menciona que Trump teria solicitado sua saída de um cargo em Mar-a-Lago, o clube privado do presidente na Flórida, após tomar conhecimento do caso.

O episódio reacende as discussões em torno das ligações de Epstein com figuras de alto escalão da política norte-americana, enquanto a Casa Branca insiste que os e-mails estão sendo usados de maneira “tendenciosa e manipulada” para atingir Trump politicamente.

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