Após falecimento de tio, Suzane tenta liberação de corpo em caso suspeito

No domingo (11), Suzane compareceu à delegacia na tentativa de obter autorização para o sepultamento do corpo, alegando ser a sobrinha consanguínea mais próxima do tio

A morte de Miguel Abdala Netto, de 76 anos, levou Suzane von Richthofen de volta à 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo. O médico foi encontrado sem vida em sua residência no bairro Campo Belo, e a Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.

No domingo (11), Suzane compareceu à delegacia na tentativa de obter autorização para o sepultamento do corpo, alegando ser a sobrinha consanguínea mais próxima do tio. A solicitação, porém, foi negada pelas autoridades. A movimentação chamou atenção dos policiais, não apenas pelo falecimento, mas pelo histórico envolvendo a própria Suzane: foi nessa mesma delegacia que, em 2002, ela registrou o crime que vitimou Manfred e Marísia von Richthofen. Mais tarde, ela também compareceu ao local acompanhada de Miguel para prestar depoimento.

A tentativa de Suzane de liberar o corpo pode estar ligada a uma possível disputa patrimonial. Caso tivesse obtido a autorização, ela poderia pleitear a função de inventariante dos bens do tio, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, de maneira semelhante ao que ocorreu após a morte dos pais.

No sábado (10), outra familiar já havia tentado a mesma ação. Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel, buscou a liberação do corpo, mas não conseguiu comprovar formalmente o parentesco. Mesmo assim, foi ela quem reconheceu o corpo no Instituto Médico Legal (IML).

Diante da negativa policial, Suzane recorreu à Justiça e apresentou um pedido de tutela no fórum.

Miguel Abdala Netto foi encontrado morto na sexta-feira (9) em sua residência na Vila Congonhas. A Polícia Militar informou que não havia sinais aparentes de violência. A ocorrência teve início após um vizinho acionar a polícia, preocupado com a ausência do médico por dois dias. O caso está sendo investigado pelo 27º Distrito Policial, em Moema.

Na madrugada após a morte, o portão da residência amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”. A polícia aguarda laudos periciais e toxicológicos para esclarecer as circunstâncias do falecimento, enquanto o corpo permanece no IML.

Miguel teve papel central na família após o crime de 2002, atuando como tutor de Andreas von Richthofen até sua maioridade e como inventariante dos bens de Manfred e Marísia. Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo duplo homicídio triplamente qualificado, cumpre regime aberto desde 2023.