A GWM revelou o ponto de partida para a sua próxima geração de carros híbridos. Trata-se da nova superplataforma GWM One (ou Guiyuan, na China), que estrerará sob a carroceria de um SUV com cerca de 5,3 m de comprimento — porte superior ao de um Land Rover Defender 130.
Será um SUV enorme, mas o mais surpreendente será a sua capacidade rodar mais de 360 km apenas com eletricidade e chegar a uma autonomia total de 1.300 km.
O novo modelo, antecipado pela divisão de luxo Wey e cotado para receber o nome Hujue, é o cartão de visitas para a tecnologia que sustentará os próximos 50 lançamentos da marca nos próximos cinco anos. A proposta é que a GWM One seja capaz de dar origem a carros a combustão, elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in.

Essa flexibilidade permite diferentes configurações mecânicas, incluindo arranjos com dois motores, além de arquiteturas modulares e vetorização inteligente de torque. Com isso, a GWM afirma que a plataforma pode dar origem a SUVs, sedãs, MPVs e até picapes, sem a necessidade de desenvolver uma base específica para cada tipo de veículo.
O primeiro SUV construído sobre a GWM One foi revelado inicialmente por meio de imagens teaser divulgadas pela Wey, marca premium do grupo. As informações indicam que o modelo pode se chamar Hujue e adotar uma configuração interna com seis assentos, no arranjo 2+2+2.

No caso do novo SUV, a escolha foi pela última geração do sistema híbrido plug-in Hi4. O conjunto une um motor 2.0 turbo a motores elétricos alimentados por uma arquitetura de 800 V. O resultado prático é um desempenho de esportivo: a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 4,4 segundos.
Mesmo quando a bateria estiver com carga baixa, o sistema será capaz de garantir força suficiente para cumprir a prova em 4,7 segundos, resolvendo uma queixa comum em híbridos plug-in que perdem rendimento sem carga.
Quando a bateria se esgota, o SUV funciona como um híbrido convencional eficiente, registrando consumo de 15,9 km/l. A recarga também é rápida: graças ao sistema de 800 V, é possível recuperar 200 km de autonomia elétrica em apenas cinco minutos. A GWM declara uma autonomia puramente elétrica de 363 km. Somando o tanque de combustível, o alcance total chega a 1.300 km no ciclo WLTC.

A GWM One não se limita à estrutura física. Baseada na arquitetura eletrônica Coffee EEA 4.0, a plataforma utiliza inteligência artificial nativa integrada do hardware ao software. O sistema, chamado de agente inteligente ASL, gerencia em tempo real o trem de força, o chassi e os assistentes de condução.
Na prática, a inteligência artificial atua para otimizar o desempenho do veículo em tempo real, ajustando respostas mecânicas e eletrônicas conforme o cenário de uso. O SUV utiliza suspensão a ar, além de sistemas de intervenção preditiva de segurança e controle de movimento com inspiração biônica, voltados à estabilidade e à proteção dos ocupantes.

Inspirada nas impressões antigas
A construção da plataforma foi inspirada nos tipos móveis de impressão da China antiga. O hardware é dividido em 49 módulos principais (motores, câmbio, baterias) e 329 componentes compartilhados.
Essa padronização deve reduzir os custos de pesquisa e desenvolvimento em 30%, permitindo que a GWM acelere a criação de sedãs, MPVs e picapes sobre a mesma base. A estrutura utiliza aço de ultra-alta resistência e foi validada em um dos maiores centros de segurança automotiva da Ásia.
No campo do software, as configurações permitem que a inteligência artificial adapte automaticamente as capacidades do veículo a diferentes cenários, reduzindo a necessidade de intervenção humana no projeto e na produção.

A GWM afirma que essa abordagem melhora a eficiência de fabricação, reduz custos e impacta positivamente o custo total de propriedade. A plataforma não prevê o uso de arquiteturas com extensor de autonomia, apostando exclusivamente em soluções híbridas e elétricas integradas.