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IA, provocação e estratégia: como Trump reacende tensão sobre a Groenlândia

Por Brasil Direto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a recorrer à inteligência artificial para provocar aliados internacionais. Recentemente, ele compartilhou nas redes sociais imagens manipuladas mostrando-se ao lado de líderes europeus no Salão Oval, todos diante de um quadro da Groenlândia pintada com as cores da bandeira americana.

Na montagem, aparecem figuras como o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler alemão Friedrich Merz e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Na realidade, o encontro aconteceu meses atrás e teve como pauta principal a guerra na Ucrânia, e não a Groenlândia.

A publicação ocorre pouco antes de Trump viajar a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, onde se encontrará com líderes europeus. A ilha voltou ao centro das atenções depois que o republicano reiterou o interesse estratégico dos EUA na Groenlândia, provocando críticas de autoridades europeias.

Nos últimos dias, Trump anunciou a intenção de aplicar tarifas de 10% sobre produtos de oito países europeus, como resposta à oposição à sua proposta de influência sobre a ilha. Em reação, a União Europeia estuda ativar o mecanismo da chamada “bazuca comercial”, que permite sanções severas, incluindo a exclusão de empresas norte-americanas do mercado europeu, controle de exportações e suspensão de proteções de propriedade intelectual.

Além da primeira montagem, Trump divulgou outra imagem gerada por IA mostrando-se na Groenlândia, ao lado do secretário de Estado Marco Rubio e do vice JD Vance, segurando a bandeira americana diante de uma placa com a inscrição “Groenlândia. Território norte-americano”.

O presidente confirmou ainda que se reunirá com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante o fórum em Davos para discutir a situação da ilha. Trump reforçou a importância estratégica do território, afirmando que “a Groenlândia é fundamental para a segurança nacional e global. Não há volta”.

Analistas avaliam que o primeiro ano do segundo mandato de Trump foi turbulento e fora do padrão, marcado por medidas drásticas que têm gerado impactos tanto na política interna quanto no cenário internacional, tensionando alianças históricas e provocando mudanças significativas na condução do governo norte-americano.

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