A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, 82 anos, protocolou um pedido de prisão domiciliar alegando graves problemas de saúde. Em resposta, a Justiça determinou a realização de novos exames médicos para avaliar a condição física do condenado.
O pedido foi apresentado pela esposa e advogada de Abdelmassih, Larissa Sacco Abdelmassih, em novembro de 2025, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa afirma que o ex-médico corre risco de morte dentro da prisão.
A juíza Sueli Zeraik determinou que um novo laudo médico seja realizado, custeado pelo próprio condenado ou solicitado ao Instituto Médico Social e de Criminologia de São Paulo. Ainda não há data definida para a perícia.
Laudos anteriores apresentados pela defesa apontam que Abdelmassih possui problemas cardíacos graves, câncer de próstata, hipertensão, insuficiência cardíaca, broncopatia e diverticulite.
Condenado a 173 anos de prisão por estuprar dezenas de pacientes, Abdelmassih cumpre pena desde 2014, após ser capturado no Paraguai, onde esteve foragido por três anos.
Em 2023, a defesa já havia solicitado prisão domiciliar humanitária, mas a Justiça negou, alegando que ele vinha recebendo atendimento adequado no sistema prisional e, quando necessário, era transferido ao Hospital Penitenciário.
Em 2017, o STF havia concedido prisão domiciliar, mas o benefício foi revogado em 2019 devido a suspeitas sobre a veracidade das informações de saúde utilizadas nos laudos.
Abdelmassih é atualmente um dos últimos presos do chamado “Presídio dos Famosos”, unidade que o governo paulista planeja desativar. Somente entre novembro e dezembro do ano passado, cinco condenados em regime fechado foram transferidos para outras unidades do estado.
A reportagem aguarda manifestação da defesa do ex-médico, que será incorporada à matéria assim que houver resposta.