O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (23), em Maceió (AL), o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, e apontou que a crise da instituição financeira evidencia as desigualdades econômicas no Brasil. Segundo o presidente, o prejuízo bilionário causado pelo banco recairá sobre outras instituições, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú, enquanto a população mais pobre sofre com a situação.
Lula destacou que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devolverá R$ 40,6 bilhões a cerca de 800 mil investidores, no maior resgate da história, usando recursos provenientes de bancos. O presidente afirmou que crimes financeiros não podem ser defendidos e reiterou que políticas sociais de seu governo, como o reajuste do salário mínimo, o Bolsa Família e o programa Brasil Sorridente, são essenciais para proteger os mais vulneráveis.
O ato, que marcou a entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida, também evidenciou a aproximação política do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), com Lula. Apesar de ter apoiado Jair Bolsonaro em 2022, JHC fez gestos públicos de alinhamento com o petista, reforçando um “pacto social” em prol do município e do estado.
Entre as lideranças presentes estavam o secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Renan Filho (Transportes). Renan Filho mencionou o apoio de seu pai, senador Renan Calheiros, à reeleição de Lula em 2026. A cerimônia também refletiu acordos políticos locais e nacionais envolvendo figuras como Arthur Lira (PP), JHC, Renan Filho e o governador Paulo Dantas (MDB), incluindo estratégias eleitorais e a tramitação de projetos como a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil.