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Medalha do Nobel da Paz em foco: Machado entrega prêmio a Trump

Por Brasil Direto

Poucas horas antes de María Corina Machado confirmar que havia oferecido ao ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a medalha do Prêmio Nobel da Paz — que lhe foi concedido no ano passado — o Centro Nobel da Paz em Oslo publicou uma mensagem relacionada ao caso.

A instituição norueguesa destacou que, embora a medalha física possa mudar de mãos, o título de laureado com o Nobel da Paz não pode ser transferido, revogado ou compartilhado com outra pessoa.

A declaração apareceu nas redes sociais pouco antes do encontro entre a líder da oposição venezuelana e Trump na Casa Branca, no qual ela já havia manifestado a intenção de presentear o ex‑mandatário com o símbolo do prêmio.

Posteriormente, Machado confirmou que entregou a medalha ao presidente norte‑americano, embora não tenha esclarecido se ele realmente aceitou o presente.

Em seu comunicado, o Centro Nobel também explicou detalhes sobre o próprio prêmio: a medalha tem 6,6 cm de diâmetro, pesa 196 gramas e é feita de ouro. Na face frontal está o retrato de Alfred Nobel, enquanto o verso traz a imagem de três homens nus de braços dados, símbolo de fraternidade, um design mantido por mais de um século.

A instituição mencionou ainda casos anteriores em que medalhas foram repassadas, como a do jornalista Dmitry Muratov, leiloada por mais de 100 milhões de dólares para beneficiar refugiados da guerra na Ucrânia. A medalha exposta no Centro Nobel pertenceu originalmente a Christian Lous Lange, primeiro norueguês laureado com o Prêmio da Paz.

O Centro Nobel reforçou a posição do Instituto Nobel da Noruega, que já havia afirmado que a condição de laureado é permanente. “Uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz não”, reiterou a instituição.

Em Washington, María Corina Machado, que lidera a oposição venezuelana, declarou que entregou a medalha a Trump durante um encontro privado na Casa Branca. Ela afirmou que a entrega refletia a relação histórica entre os dois países e servia para reconhecer o que chamou de “compromisso singular” do ex‑presidente com a liberdade.

O gesto aconteceu durante um almoço no dia 15 de janeiro, duas semanas após uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de crimes federais nos Estados Unidos

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