Pedido de clemência de P. Diddy não deve ser concedido, afirma Trump

Os detalhes do conteúdo do documento não foram tornados públicos

Sean Combs, o rapper conhecido como P. Diddy ou Diddy, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo um perdão presidencial, mas a solicitação provavelmente não será atendida. A declaração foi feita pelo próprio Trump em entrevista publicada pelo jornal The New York Times.

Os detalhes do conteúdo do documento não foram tornados públicos. Ao ser questionado sobre o momento em que o pedido foi enviado, Trump respondeu de forma evasiva e sugeriu: “Vocês gostariam de ver a carta?”, mas não apresentou o texto nem forneceu mais informações. A Casa Branca também não divulgou o documento nem comentou além das declarações do presidente, e representantes legais de Combs não se pronunciaram.

Não é a primeira vez que a possibilidade de um indulto surge: em outubro Trump já mencionara à imprensa que Combs havia solicitado clemência, mas, na época, detalhes também não foram divulgados.

Trump e Sean Combs tiveram uma relação amigável no passado, antes de o presidente entrar na política, mas, segundo Trump, a amizade se deteriorou depois que o artista criticou seu primeiro mandato. O presidente disse que tais declarações tornaram a concessão de um perdão “muito mais difícil”.

Trump citou ainda outros nomes que, segundo ele, não serão agraciados com indulto, como o ex-senador Robert Menendez, o fundador da plataforma FTX, Sam Bankman‑Fried, e o líder venezuelano Nicolás Maduro — todos atualmente encarcerados por diferentes acusações.

Em contrapartida, em dezembro Trump concedeu perdão ao ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, que cumpria pena nos EUA por tráfico de drogas, demonstrando que a prerrogativa do perdão continua sendo usada em casos selecionados.