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Putin lança superarma em meio a tensões diplomáticas com EUA e Europa

Por Brasil Direto

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Putin chama líderes europeus de “porquinhos” e nega ameaça à Europa

Na noite de quinta-feira (8), a Rússia lançou o supermíssil Orechnik em um grande ataque aéreo contra a Ucrânia, atingindo o maior depósito de gás subterrâneo da Europa, na região de Lviv, próximo à fronteira com a Polônia. O modelo balístico de alcance intermediário, desenvolvido para conflitos nucleares, já havia sido testado contra Dnipro em 2024.

O Ministério da Defesa russo afirmou que a ofensiva seria uma retaliação à tentativa ucraniana de atingir uma residência de verão de Vladimir Putin em dezembro, algo negado pelo presidente Volodimir Zelenski, que acusou Moscou de tentar sabotar as negociações de paz com EUA e Europa.

No ataque, foram utilizados 36 mísseis e 242 drones, e pelo menos quatro pessoas morreram em Kiev. O Orechnik, que pode carregar até seis ogivas independentes e atingir Mach 11 (13,5 mil km/h), gerou apagões em Lviv e na capital ucraniana. Apesar de seu poder, não houve uso de armas nucleares, e nenhuma contaminação radioativa foi detectada.

O episódio também ocorre em meio a tensões internacionais, como a apreensão de um petroleiro russo com óleo venezuelano pelos EUA, e à busca europeia por um acordo favorável a Kiev. A ofensiva demonstra a força militar de Putin e envia um recado aos Estados Unidos, em especial a Donald Trump, que atua como fiador das negociações de paz envolvendo Zelenski e líderes europeus.

O Orechnik, de origem soviética, entrou em operação após a saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares Intermediárias (INF), e seu lançamento desta quinta foi realizado a partir da Rússia, apesar da presença de um batalhão operacional em Belarus com capacidade de atingir toda a Europa.

O ataque reforça a capacidade russa de projecção estratégica, ao mesmo tempo em que acentua a fragilidade ucraniana frente a armas de altíssima velocidade, cujos interceptadores ainda não existem em território do país.

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