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Suzuki Vitara elétrico chega ao Brasil até março com tração 4×4 e bateria da BYD

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Suzuki Vitara elétrico chega ao Brasil até março com tração 4×4 e bateria da BYD

A Suzuki confirmou oficialmente a chegada do e-Vitara 2026 ao Brasil ainda no primeiro trimestre deste ano. O modelo será importado da Índia e marca a estreia do primeiro carro elétrico da marca no país. A aposta da HPE Automotores, representante da fabricante japonesa, é usar a eletrificação como ponto de virada para renovar o portfólio, mantendo como pilar a tradicional vocação fora de estrada da Suzuki.

Apesar do novo posicionamento, o e-Vitara não é uma simples adaptação de um modelo a combustão. Trata-se de um projeto concebido desde o início para ser elétrico, desenvolvido sobre a plataforma dedicada HEARTECT-e. O SUV é resultado de uma parceria global estratégica e será produzido na fábrica de Gujarat, na Índia, servindo também como base para o Toyota Urban Cruiser.

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Divulgação/Suzuki

Para o mercado brasileiro, a Suzuki deve apostar na configuração mais completa do modelo, equipada com o sistema de tração integral AllGrip-e. O conjunto utiliza dois motores elétricos independentes, um em cada eixo, que entregam potência combinada de 184 cv e torque imediato de 30,6 kgfm.

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A principal diferença em relação aos sistemas 4×4 tradicionais está na solução técnica adotada. Em vez de cardã e diferencial central mecânico, o AllGrip-e trabalha com gerenciamento eletrônico da tração. Sensores monitoram constantemente a aderência e, ao detectar patinação, o sistema aciona os freios da roda que gira em falso para simular o efeito de um diferencial de deslizamento limitado (LSD), redistribuindo a força para a roda com contato efetivo com o solo.

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Divulgação/Suzuki

A alimentação elétrica fica por conta de um conjunto de baterias de 61 kWh com tecnologia Blade, do tipo LFP, fornecidas pela FinDreams, subsidiária da BYD. A autonomia oficial para o padrão brasileiro do Inmetro ainda não foi divulgada, mas a expectativa é de um alcance próximo a 400 km no ciclo WLTP.

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Em termos de dimensões, o e-Vitara também representa uma evolução em relação aos modelos compactos anteriores da Suzuki. Com 4,27 metros de comprimento e 2,70 metros de entre-eixos, o SUV elétrico promete resolver uma crítica recorrente à marca: o espaço no banco traseiro. A distância maior entre os eixos deve garantir mais conforto para os passageiros em comparação com o antigo Vitara a combustão e o S-Cross.

O interior acompanha essa mudança de patamar. A cabine adota um layout mais tecnológico, com painel de instrumentos digital integrado à central multimídia em uma única tela de aspecto flutuante. O console central elevado traz seletor de marchas giratório, o que libera espaço para porta-objetos. Entre os equipamentos esperados estão sistemas de assistência à condução de nível 2 (ADAS) e bancos com ventilação, dependendo da versão.

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Divulgação/Suzuki
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Além do e-Vitara, a marca fala sobre a chegada de mais produtos, embora não tenha confirmado quais são ou se estarão no mercado ainda em 2026. Nos últimos anos, o portfólio nacional foi reduzido a apenas um produto, a geração atual do Jimny, conhecida como Jimny Sierra. Desde janeiro, com a entrada em vigor do Proconve L8, a importação do Jimny Sierra foi encerrada, já que o jipe a combustão não atende aos novos limites de emissões.

Enquanto isso, a rede brasileira se mantém com um estoque planejado do Jimny faturado antes da virada do ano. Nesse cenário, o Suzuki e-Vitara 2026 assume papel central. Por ser elétrico, o modelo contorna as restrições ambientais e garante à marca um produto novo e competitivo nas concessionárias, onde enfrentará rivais diretos como BYD Yuan Plus e Volvo EX30.

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