Ao menos dez pessoas perderam a vida durante a intensa tempestade de inverno que atinge os Estados Unidos nesta semana, provocando quedas de energia e paralisações no transporte aéreo.
Vinte estados, além de Washington, decretaram estado de emergência, com orientações para que moradores permanecessem em casa em algumas regiões. Em Nova York, cinco mortes foram confirmadas pelo prefeito Zohran Mamdani; as vítimas estavam ao ar livre durante o frio extremo, embora não se saiba se a exposição direta às baixas temperaturas foi a causa das mortes. No Texas, três pessoas morreram, incluindo uma adolescente de 16 anos em acidente de trenó, e outras duas vítimas foram registradas na Louisiana.
O impacto na aviação foi significativo: mais de 19 mil voos foram cancelados ao longo do fim de semana, representando quase 38% de todos os voos programados para sair dos EUA em um único dia – o maior número de cancelamentos desde março de 2020, no início da pandemia. Na manhã desta segunda-feira, outros 2.500 voos foram interrompidos em cidades como Nova York, Washington, Chicago, Dallas e Atlanta.
O fornecimento de energia também sofreu fortes impactos, deixando mais de 840 mil residências sem eletricidade, especialmente no Sul do país. No Tennessee, gelo danificou linhas de transmissão e deixou mais de 300 mil domicílios sem luz. Autoridades alertam para os riscos em locais onde o frio é incomum, como Kentucky e Geórgia, onde os termômetros podem registrar mínimas históricas; em Atlanta, por exemplo, a previsão é de -9°C.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA classificou a tempestade como “extensa e de longa duração”, causada por uma perturbação no vórtice polar que se deslocou do Canadá. Os impactos de neve e chuva congelada podem se prolongar por semanas, segundo o órgão.