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Alexandre de Moraes reforça apuração no inquérito das fake news

Por Brasil Direto

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A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (25) um mandado de busca e apreensão e determinou a instalação de tornozeleira eletrônica contra mais um suspeito de participar do vazamento de dados de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.

A decisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, aberto em 2019, que investiga ataques e vazamentos de informações contra membros da Corte.

O mandado desta quarta-feira envolveu uma pessoa localizada no Rio de Janeiro, elevando para pelo menos seis o número de suspeitos atingidos pelas medidas até o momento.

Na semana passada, em 19 de fevereiro, Moraes havia determinado ações semelhantes contra um vigilante vinculado à Receita Federal no estado. Até o momento, detalhes sobre o envolvimento do vigilante e sua identidade não foram divulgados.

Antes disso, em 17 de fevereiro, a PF deflagrou uma operação contra quatro indivíduos suspeitos de acessar dados de ministros do STF. Entre eles estava Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serpro cedido à Receita Federal, suspeito de acessar indevidamente sistemas e repassar informações sigilosas a terceiros.

Os demais alvos foram os técnicos Luciano Pery Santos Nascimento e Ruth Machado dos Santos, além do auditor Ricardo Mansano de Moraes. Segundo nota do STF, os acessos identificados não possuíam justificativa funcional.

Ruth Machado, agente administrativa, é investigada por supostamente acessar dados fiscais de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ela afirmou à PF que estava em atendimento presencial no momento do acesso. Mansano, por sua vez, é suspeito de ter acessado informações de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Segundo apurações, ele consultou dados referentes aos anos de 2008 e 2024. Sua defesa afirma que o auditor possui “reputação ilibada” e que os fatos serão esclarecidos.

As investigações ocorrem no contexto de crise institucional entre Poderes e órgãos públicos, desencadeada após a quebra e liquidação do Banco Master. A situação ganhou repercussão depois que o jornal O Globo revelou que o banco contratou o escritório de advocacia da esposa de Moraes por 36 meses a partir de 2024, com pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.

A solicitação de Moraes para apurar possíveis vazamentos de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal integra o inquérito das fake news, que investiga desde 2019 ataques a membros do STF e o compartilhamento indevido de dados sensíveis.

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