Alta do petróleo amplia defasagem dos combustíveis nas refinarias brasileiras

O aumento do preço do petróleo no mercado internacional tem ampliado a diferença entre os valores praticados nas refinarias brasileiras e os preços de referência globais, aponta levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Segundo o estudo, a gasolina, que até o final de janeiro estava mais cara nas refinarias do Brasil, fechou a sexta-feira (6) 2% mais barata em comparação aos preços internacionais. O diesel, por sua vez, chegou a registrar 19% de defasagem no início de fevereiro e não recebe reajuste da Petrobras desde maio de 2025. Na última sexta-feira, a diferença do diesel em relação às refinarias do Golfo do México era de 7%.

A Abicom calcula que, para equiparar os preços ao mercado externo, o diesel precisaria subir cerca de R$ 0,23 por litro e a gasolina R$ 0,05 por litro, considerando a média dos principais polos de importação, como Itaqui, Suape, Paulínia, Araucária, Itacoatiara e Aratu. Para a Petrobras, que responde por cerca de 80% do refino nacional, a alta do diesel poderia chegar a R$ 0,24 por litro.

Apesar disso, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, afirma acompanhar o preço de paridade de importação (PPI), mas não aplicou reajustes na semana passada. Já a Petrobras, que abandonou o PPI em maio de 2023, fez o último ajuste na gasolina em 27 de janeiro, reduzindo o valor em 5,2% para as distribuidoras, o que equivale a menos R$ 0,14 por litro. O diesel, por sua vez, teve queda de R$ 0,16 por litro em 6 de maio de 2025.