BYD Yuan Pro híbrido plug-in será nacional e flex com mais de 200 cv; já dirigimos

Uma coisa precisamos reconhecer nos fabricantes de automóveis chineses: reagem muito rapidamente aos seus erros e corrigem estratégias equivocadas, e a BYD é o exemplo perfeito disso. Depois de os carros puramente elétricos não terem tido o desempenho esperado na Europa (também devido ao impacto dos recentes aumentos das tarifas na União Europeia), a montadora de Shenzhen mudou o rumo e começa agora a vender seus híbridos plug-in no continente europeu.

A estratégia vale para o Brasil. Em sua gama de elétricos, o Atto 2 já é oferecido, mas batizado de Yuan Pro e com mau desempenho em vendas. Agora, a meta é ampliar a família e nacionalizar este ano, por meio de montagem SKD em Camaçari (BA) o Yuan Pro DM-I, híbrido plug-in flex, a partir do segundo semestre deste ano.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Logotipo DM-i identifica a mecânica híbridaDivulgação/BYD

No SUV compacto Atto 2 híbrido plug-in, um motor a combustão e um motor elétrico trabalham em conjunto. Porém, a maior montadora de carros elétricos do mundo sublinha repetidamente que considera os híbridos uma tecnologia de transição para a futura mobilidade elétrica.

A sigla DM-i já estampa a traseira de King, Song Pro e Song Plus. Significa “Modo Duplo – Inteligente”, na sigla em inglês, uma arquitetura híbrida que pode alternar entre o funcionamento puramente elétrico, em série ou em paralelo, conforme a necessidade.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Yuan Pro tem o porte de um Nissan KaitDivulgação/BYD

O BYD Atto 2 foi concebido para operar principalmente em modo totalmente elétrico e, para tal, o motor elétrico é a principal fonte de energia, com os seus 197 cv e 30,6 kgfm, força suficiente para proporcionar uma aceleração bem rápida. Enquanto isso, o motor a combustão quatro cilindros 1.5 atua como unidade auxiliar. Tem 98 cv e opera no ciclo Atkinson (no qual as válvulas de admissão atrasam o fechamento para baixar o consumo).

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A tecnologia DM pode operar de duas formas: EV (totalmente elétrico) e HEV (híbrido), em que a condução elétrica é prioritária, mas o motor a gasolina fornece carga à bateria e ao motor elétrico por meio de um inversor. A resposta é similar à de um veículo elétrico puro. Nos momentos em que é necessária potência adicional, o modo HEV pode alternar de série para paralelo, combinando a potência do motor a gasolina e do motor elétrico.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Cabine é a mesma da versão elétricaDivulgação/BYD

O sistema elétrico é alimentado por uma bateria LFP (fosfato de ferro-lítio) com capacidade utilizável de 18 kWh e o motor de combustão entra em ação principalmente para carregamento ou para auxiliar em acelerações mais fortes. A autonomia elétrica anunciada é de 90 km e a autonomia total, de 1.000 km.

O Atto 2 se mantém no modo elétrico na maior parte do tempo. Só quando se exige o máximo da potência de 212 cv, pisando firme no acelerador, é que a resposta fica mais ágil. O motor a gasolina torna-se persistentemente audível e a aceleração perde uma boa parte do seu refinamento, havendo um atraso perceptível entre o ato de pisar no acelerador e a resposta esperada de um sistema com mais de 200 cv.

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BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Divulgação/BYD

Não chega a ser preocupante, mas é algo a considerar nas ultrapassagens ou entradas em vias rápidas, quando se exige mais agilidade. A aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos e a velocidade máxima de 180 km/h são alguns dos seus atributos dinâmicos.

A suspensão é suave e com uma afinação voltada ao conforto (apesar das rodas de 17” na versão Boost). Mas não consegue absorver muito bem os impactos mais fortes dos pneus com a pista, que são transmitidos de forma brusca para o interior. Oferece estabilidade razoável, embora pudesse ser melhorada, uma vez que em algumas curvas com asfalto irregular a carroceria tende a rolar um pouco mais do que o normal, o que reduz a confiança do motorista. A sensação da direção também não ajuda, por causa do excesso de assistência.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Divulgação/BYD
BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Divulgação/BYD
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Existe também uma versão de entrada com bateria de 7,8 kWh que alimenta um motor de 166 cv. Ela só pode ser carregada em corrente alternada (AC) a uma potência máxima de 3,3 kW (2,7 horas para uma carga completa), metade da capacidade de carregamento da bateria maior, que é de 6,6 kW (3,1 horas necessárias para ir de 0 a 100%).

Carga para lavar roupa

O carregador de bordo mais potente inclui o sistema V2L, o que significa que, além de carregar a bateria, pode fornecer energia a dispositivos elétricos externos (um computador portátil, um secador de cabelo ou uma máquina de lavar roupa, por exemplo).

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Divulgação/BYD

A cabine se destaca pela qualidade percebida, graças à montagem sólida e às superfícies agradáveis ​​ao toque. A tela digital do quadro de instrumentos tem 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia está disponível em 10,1” e 12,8” (versão Boost).

O sistema é compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fios, e a tela pode rodar para visualização horizontal ou vertical. É possível iniciar um “papo com o Atto 2” utilizando o comando de voz “Olá BYD”, desde que o sistema compreenda um dos poucos idiomas disponíveis, até porque a lógica de operação é idêntica à de outros modelos BYD, o que significa que a navegação pelos menus é tudo menos intuitiva. Há demasiadas funções ativadas pela tela central em vez de botões físicos diretos.

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Divulgação/BYD

Há ainda carregador sem fio (15 W), uma porta USB-C (60 W) e uma porta USB-A (7,5 W). O seletor do câmbio tem acabamento em plástico transparente que não faz boa figura na tentativa de imitar um diamante lapidado.

O banco oferece conforto mediano e pouco apoio em curvas para a parte superior do tronco. O encosto de cabeça fixo pode ser muito baixo para pessoas com 1,85 m ou mais de altura. A coluna de direção é ajustável em altura e profundidade.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Divulgação/BYD

Os bancos traseiros são espaçosos, sobretudo em comprimento. São 75 cm de espaço para as pernas, 8 cm a mais do que no Peugeot e-2008, e 3 cm a mais do que em um Kia EV3. O BYD Atto 2 tem 4,33 metros de comprimento, 1,83 m de largura e 1,68 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,62 metros.

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O espaço em altura também é elogiável: 97 cm (com teto de abrir panorâmico), mais do que suficiente para um passageiro de 1,90 m se sentar confortavelmente. Isso foi conseguido também graças a uma posição mais reclinada do banco traseiro, que pode ser ajustada em 5 graus. O porta-malas nas versões PHEV oferece volume de 425 litros, 25 litros a mais do que nas versões elétricas.

BYD Yuan Pro DM-I PHEV 2026
Divulgação/BYD

Existem dois níveis de frenagem regenerativa: Standard (Padrão) e High (Alto), com pouca diferença entre eles. E quatro modos de condução: Eco, Normal, Sport e Snow.

O Att2 2 híbrido vendido na Europa é produzido na Hungria, utiliza a arquitetura e-Platform 3 e emprega a bateria de células Blade (muito finas, daí o nome) desenvolvidas pela própria BYD. A montagem é o que a montadora chama de Cell-to-Body (o compartimento onde as células são tradicionalmente dispostas é eliminado e elas se tornam parte integrante do chassi, poupando peso e espaço).

Ficha Técnica – BYD Atto 2 DM-i

Motor: motor a combustão, gasolina, dianteiro, 1498 cm³, 98 cv a 6.000 rpm; elétrico, dianteiro, 197 cv, 30,6 kgfm; potência combinada de 212 cv
Bateria: íons de lítio (LFP), 18,3 kWh, 90 km no ciclo WLTP
Recarga: 0 a 100% em 3,1 h, a 6,6 kW, potência de recarga máxima 6,6 kW
Câmbio: automático, 1 marchas, tração dianteira
Suspensão: Independente McPherson (dianteiro), eixo de torção (traseiro)
Freios: discos ventilados (dianteiro), discos (traseiro)
Direção: assistência elétrica, 10,6 m de diâmetro de giro
Dimensões: comprimento 4,33 m, largura 1,83 m, 1,68 m, entre-eixos 2,62 m, peso 1.620 kg, vão livre 16 cm porta-malas, 425 litros; tanque 45 litros
Preço (Europa): 29.990 euros*

* Versão de entrada a partir de 25.990 euros (com menor autonomia elétrica e menor potência do motor)

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