Caso Banco Master: Haddad destaca papel do BC e cobra apuração rigorosa

Haddad destacou que, desde o início, Lula considerou necessário que qualquer indício de crime fosse imediatamente levado à atenção da autoridade responsável pela apuração

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira (3) que comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a situação envolvendo o Banco Master, após Gabriel Galípolo assumir a presidência do Banco Central. Haddad explicou que o presidente orientou que o caso fosse encaminhado às autoridades competentes para investigação de possíveis crimes.

Haddad destacou que, desde o início, Lula considerou necessário que qualquer indício de crime fosse imediatamente levado à atenção da autoridade responsável pela apuração. O ministro também elogiou o desempenho de Galípolo à frente do Banco Central, afirmando que a nova gestão já vem realizando um bom trabalho regulatório, mesmo diante da complexidade da situação herdada.

O ministro esclareceu que nunca discutiu o caso Master com o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e que, durante aquela gestão, o tema permanecia pouco transparente. Segundo Haddad, a gravidade do problema começou a ficar evidente quando, no contexto da tramitação da proposta de autonomia financeira do Banco Central, surgiram sugestões para aumentar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele explicou que o limite anterior de R$ 250 mil não era suficiente para viabilizar as operações do Banco Master, o que chamou sua atenção para a situação.

Por fim, Haddad afirmou que espera que as investigações identifiquem os responsáveis pelo caso e esclareçam o destino dos recursos obtidos com a venda de CDBs do banco que não estão mais disponíveis nas contas da instituição. Segundo ele, o rastro do dinheiro existe e precisa ser rastreado para esclarecer o ocorrido.