Caso Orelha: imagens de segurança e provas forçam avanço da investigação

O cachorro foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário

Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para que a Polícia Civil de Santa Catarina identificasse contradições no depoimento de um adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O inquérito foi concluído nesta terça-feira (3), e a polícia solicitou a internação provisória do jovem, apontado como responsável pelas agressões.

Segundo a investigação, o adolescente cometeu um ato infracional equivalente a maus-tratos. As imagens mostram que ele deixou o condomínio às 5h25 do dia 4 de janeiro e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga, enquanto havia declarado ter permanecido na área da piscina o tempo todo. O delegado Renan Balbino afirmou que o jovem se contradisse em diversos momentos e omitiu informações importantes.

O cachorro foi encontrado agonizando na praia no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. O laudo da Polícia Científica apontou que Orelha sofreu um golpe intenso na cabeça, possivelmente causado por chute ou objeto rígido, e apresentava lesões graves e desidratação.

Durante o processo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes chegaram a ser investigados. A polícia também analisou roupas e objetos do jovem, que estava fora do país até 29 de janeiro, antecipando sua abordagem no desembarque. Comportamentos suspeitos de familiares, como tentativa de ocultar roupas, foram registrados e confrontados com as imagens obtidas.

Mais de mil horas de gravações de 14 câmeras foram analisadas, além de depoimentos e rastreamento por software de localização geográfica, para garantir a preservação das provas e impedir a fuga do adolescente.