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Chuvas em Minas: 22 mortos e dezenas de desabrigados na zona da mata

Por Brasil Direto

As chuvas intensas que atingem a zona da mata de Minas Gerais desde a noite de segunda-feira (23) deixaram ao menos 22 mortos e provocaram destruição em Juiz de Fora e Ubá.

Em Juiz de Fora, os registros oficiais apontam 16 óbitos, concentrados em bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Outras 440 pessoas ficaram desabrigadas e foram acolhidas em abrigos provisórios da prefeitura. A prefeita Margarida Salomão (PT) decretou estado de calamidade pública na cidade, destacando a gravidade do cenário: “É uma situação extrema, que permite medidas extremas”.

Na cidade de Ubá, a chuva provocou pelo menos seis mortes, com duas pessoas desaparecidas. O rio Ubá chegou a 7,82 metros, inundando bairros e danificando três pontes. O prefeito José Damato Neto (PSD) também decretou calamidade pública local.

O governador Romeu Zema (Novo) decretou luto oficial de três dias e anunciou que se deslocará à região para avaliar os danos. Equipes da Defesa Civil nacional, sob coordenação do ministro Waldez Góes, foram enviadas a Juiz de Fora para reforçar o trabalho das autoridades locais.

As chuvas já provocaram mais de 20 soterramentos de imóveis, quedas de árvores, ruas alagadas e famílias isoladas. No bairro Parque Jardim Burnier, 12 casas foram soterradas, resultando em pelo menos quatro mortes e 17 desaparecidos. Em Paineiras, uma mulher foi resgatada com vida.

O avanço de uma nova frente fria, previsto para esta quarta-feira (25), pode intensificar ainda mais as precipitações na região, segundo a Defesa Civil estadual. Até agora, Juiz de Fora registra 589 mm de chuva em fevereiro, o dobro da média histórica, tornando este o mês mais chuvoso da cidade.

Com o decreto de calamidade, que tem validade de 180 dias, a prefeitura poderá agilizar recursos estaduais e federais e organizar esforços de voluntariado para atender às famílias afetadas. Escolas e órgãos públicos no centro da cidade tiveram atividades suspensas ou migraram para o trabalho remoto.

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