Dólar cai e Bolsa sobe após ata do Copom e indicação de Kevin Warsh para o Fed

Às 9h08, a moeda americana recuava 0,39%, cotada a R$ 5,2370, depois de ter fechado em alta de 0,21% na segunda-feira (2)

O dólar abriu em queda nesta terça-feira (3), refletindo a análise do mercado sobre a ata da última reunião do Copom, divulgada pelo Banco Central. O documento reforçou a intenção de iniciar um ciclo de cortes de juros na próxima reunião, em março, com base na melhora da inflação e na convergência das expectativas em direção à meta de 3%.

Às 9h08, a moeda americana recuava 0,39%, cotada a R$ 5,2370, depois de ter fechado em alta de 0,21% na segunda-feira (2). O movimento acompanhou a valorização do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, medida pelo índice DXY, que avançava 0,59% no dia.

No mercado doméstico, a Bolsa subiu 0,78%, aos 182.793 pontos, impulsionada por ações da Vale, bancos brasileiros e pelo fluxo de investidores estrangeiros fora dos Estados Unidos. O mercado também reagiu à indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed, considerada uma decisão que reduz incertezas políticas e reforça uma postura mais rígida contra a inflação, ainda que possa adotar certa flexibilidade em relação ao crescimento econômico.

O cenário internacional impactou metais preciosos: o ouro caiu 10% e a prata 15%, com a expectativa de juros mais altos tornando títulos do Tesouro americano mais atrativos e diminuindo o apelo de ativos reais como proteção.

No mercado de petróleo, os preços recuaram mais de 5% após declarações de Trump sobre avanços nas negociações com o Irã. Entre os fatores domésticos, investidores acompanharam a retomada das atividades do Congresso e do STF, além de possíveis movimentações relacionadas à CPI do Banco Master e à indicação de Guilherme Mello para o Banco Central, que pressionaram os juros futuros nos prazos mais longos.

As taxas dos contratos de DI para janeiro de 2028 a 2035 registraram alta, refletindo cautela do mercado diante da possibilidade de remuneração maior exigida para empréstimos ao governo por períodos prolongados.