No Carnaval de São Paulo, a fantasia será usada como critério de desempate caso duas ou mais escolas de samba do Grupo Especial obtenham a mesma pontuação na apuração.
A ordem de leitura dos nove quesitos que compõem a avaliação foi definida em sorteio realizado nesta segunda-feira (16), na sede da LigaSP, na zona oeste da capital, durante reunião com os presidentes das 14 escolas participantes.
Os quesitos serão analisados na seguinte sequência: evolução, samba-enredo, bateria, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, alegoria, comissão de frente, harmonia e fantasia. Pela regra vigente, o último quesito lido, no caso a fantasia, será o primeiro a ser considerado em situações de empate. Cada quesito é avaliado por quatro jurados, sendo descartada a menor nota de cada conjunto. No entanto, essa nota pode voltar a ser computada em caso de empate na soma final dos pontos.
De acordo com o regulamento da LigaSP, todos os jurados precisam justificar as notas atribuídas a cada escola. Após a avaliação, as cédulas são lacradas em envelopes e entregues à coordenação do Carnaval, ficando sob custódia da Polícia Militar dentro de malotes específicos.
Desfiles e destaques
O público recebeu os desfiles nos dois primeiros dias do Sambódromo do Anhembi com grande entusiasmo.
No primeiro dia, Dragões da Real e Rosas de Ouro encantaram a plateia e os camarotes. A Dragões apresentou o enredo “Guerreiras Icamiabas – Uma Lendária História de Força e Resistência”, o primeiro de temática indígena de sua trajetória. A Rosas de Ouro levou para a avenida o desfile luxuoso “Escrito nas Estrelas”, explorando ao máximo os efeitos de luz do sambódromo.
Acadêmicos do Tatuapé, Colorado do Brás e a Vai-Vai, maior vencedora do Carnaval paulistano com 15 títulos, também se destacaram com apresentações consistentes.
No segundo dia, Império de Casa Verde, Mocidade Alegre e Gaviões da Fiel foram os destaques. A Império abriu o desfile com o enredo “Império dos Balangadãs: joias negras afro-brasileiras”, destacando a resistência cultural e histórica do povo negro por meio das joias ancestrais.
A Mocidade Alegre homenageou a atriz Léa Garcia, falecida em 2023 aos 90 anos, celebrando sua trajetória artística.
Já a Gaviões da Fiel trouxe à avenida um tema indígena, inspirado no uso ritual de um alucinógeno pelos Yanomami. A escola reproduziu uma maloca indígena, com cocares originais, grafismos nas fantasias, uma floresta prateada e mulheres cavalgando pirarucus, resultando em um desfile visualmente impactante.