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Inflação estável em janeiro mantém pressão sobre política monetária brasileira

Por Brasil Direto

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Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, registrou 0,33% em janeiro de 2026, repetindo o resultado de dezembro, segundo divulgou o IBGE nesta terça-feira (10). O desempenho ficou praticamente alinhado às expectativas do mercado, que projetava alta de 0,32%, com previsões variando entre 0,26% e 0,40%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice subiu para 4,44%, acima dos 4,26% registrados até dezembro. Para conter a pressão sobre os preços, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, estratégia que eleva o custo do crédito e tende a reduzir o consumo, mas que também pode impactar negativamente a economia e o crescimento do PIB, que já mostra sinais de desaceleração.

A meta oficial de inflação do BC é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, permitindo variações entre 1,5% e 4,5%. Desde 2025, o sistema de metas passou a ser contínuo, de forma que a meta é considerada descumprida se o IPCA permanecer por seis meses consecutivos fora do intervalo de tolerância. Em 2025, o índice superou o teto pela primeira vez em junho, mas voltou a ficar abaixo de 4,5% em novembro, graças à desaceleração dos preços dos alimentos, à valorização do real frente ao dólar e aos juros elevados.

Para 2026, o mercado projeta inflação de 3,97%, abaixo do teto da meta, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (9), revisando para baixo a previsão de 4,05 registrada há quatro semanas. Economistas esperam que o BC inicie cortes na Selic já a partir de março, com a taxa podendo encerrar o ano em 12,25%, conforme as estimativas do mercado.

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