Investigação de agressão a cães em SC avança com exumação de Orelha

A exumação foi determinada pelo Ministério Público de Santa Catarina, que solicitou diligências complementares, incluindo a coleta de novos depoimentos

O corpo do cachorro Orelha, morto em janeiro após sofrer agressões que repercutiram nacionalmente, foi exumado em Florianópolis para a realização de uma nova perícia. A ação, conduzida pela Polícia Científica de Santa Catarina, tem como objetivo esclarecer detalhes adicionais sobre as circunstâncias da morte do animal.

A exumação foi determinada pelo Ministério Público de Santa Catarina, que solicitou diligências complementares, incluindo a coleta de novos depoimentos. A 2ª Promotoria de Justiça também pretende verificar se houve qualquer tipo de coação durante a condução do caso.

Segundo informações locais, a elaboração do novo laudo pericial pode levar cerca de dez dias ou mais, e o sigilo da investigação pode adiar a divulgação dos resultados. Até o momento, não há ação penal formalizada, e o processo continua em fase de apuração.

O caso ganhou grande repercussão após Orelha, conhecido como cão comunitário da Praia Brava, ser brutalmente agredido em 4 de janeiro. Resgatado e levado para atendimento veterinário, o animal não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.

A repercussão mobilizou moradores de Santa Catarina e chamou atenção nacional. Um adolescente foi indiciado por ato infracional análogo a crime de maus-tratos, e o processo corre em segredo de justiça por envolver menores de idade.

Além de Orelha, outros cães da região também sofreram agressões, entre eles Caramelo, posteriormente adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de SC, Ulisses Gabriel, e Caramela, adotada pelo empresário Bruno Ducatti. Outro cão, Pretinha, não apresentava sinais de violência, mas enfrentava problemas de saúde graves e morreu recentemente após complicações no tratamento veterinário.