A BYD Shark foi a primeira aposta da marca no segmento de picapes, que não é forte na China mas se destaca nas vendas em diversos países. Só que a caminhonete não tem feito o sucesso esperado. No Brasil não vingou, teve 1.133 unidades emplacadas em 2025 (menos de 100 por mês) e na Austrália as críticas são para a sua baixa capacidade de carga, mas isto poderá mudar.
Especificações reveladas na Austrália indicam a chegada de uma nova opção mecânica. Antecipam a troca do motor 1.5 turbo por um 2.0 turbo também a gasolina, elevando a potência combinada e a capacidade de reboque para 3.500 kg, equivalente ao das picapes médias a diesel e representa um bom ganho frente aos 2.500 kg atuais.
O novo conjunto mecânico substitui o quatro cilindros 1.5 de 183 cv por um 2.0 turbo de aproximadamente 245 cv. O motor elétrico dianteiro também recebeu um upgrade, subindo de 231 cv para 272 cv, garantindo mais fôlego ao eixo frontal.
O motor elétrico traseiro permanece inalterado, entregando 204 cv. Com essas mudanças, a potência combinada salta dos atuais 436 cv para cerca de 469 cv (ganho de 33 cv).
As informações foram divulgadas pelo site australiano Drive. Essa atualização visa corrigir críticas sobre o desempenho da picape em tarefas pesadas, quando a bateria está descarregada. Por enquanto, a marca não dá indícios de que essa configuração chegará ao Brasil, onde a Shark estreou com o conjunto 1.5 híbrido plug-in.
Testes realizados na Austrália apontaram que o antigo motor 1.5 trabalhava próximo ao limite ao rebocar cargas pesadas sem o auxílio da bateria. O peso em ordem de marcha subiu de 2.675 kg para 2.738 kg devido ao motor a combustão maior. Como o Peso Bruto Total (PBT) se manteve homologado em 3.500 kg, a capacidade de carga útil sofreu uma redução, caindo de 825 kg para 762 kg.
Para lidar com o desempenho extra e o aumento de massa, os discos de freio dianteiros aumentaram de 323 mm para 346 mm. A suspensão traseira e os discos de freio posteriores seguem com as mesmas especificações da versão vendida atualmente.
Visualmente, a picape mantém as dimensões de 5,45 m de comprimento, 1,97 m de largura e 1,92 m de altura. A expectativa é que apenas novos emblemas nas caixas de roda identifiquem a motorização superior, sem alterações estéticas na carroceria.
Stephen Collins, chefe da BYD na Austrália, confirmou ao Drive que a empresa ouviu o feedback dos clientes. “Sabemos onde podemos melhorar. É um ótimo pacote e agora podemos torná-lo ainda melhor. Claramente, a capacidade de reboque e a carga útil estariam no topo da lista”, disse o executivo.

