O Mercedes-Benz Clase S 2026 quebra uma tradição de 54 anos ao oferecer, pela primeira vez desde o lançamento da linhagem em 1972, uma opção de acabamento interno que dispensa o couro legítimo. Essa mudança na tradição foca em sustentabilidade para atrair um novo perfil de cliente, introduzindo materiais reciclados que, neste caso, custam mais caro que o revestimento de couro.
A grande novidade na cabine aparece na versão de entrada S350d. Nele, o couro opulento deu lugar a uma combinação de linho e poliéster reciclado na seção central dos assentos, batizada de Tecido Mirville cinza storm. Para completar o conjunto, as abas laterais utilizam o material sintético Artico, mantendo o padrão visual da marca.

Diferente do que se poderia imaginar, a escolha pelo tecido não reduz o preço do sedã. Para configurar o Mercedes-Benz Clase S com essa opção, o cliente precisa, na verdade, incluir o pacote de memória da posição para os bancos traseiros. Isso adiciona cerca de R$ 11.000 (US$ 2.200) ao valor final do carro, enquanto o couro preto padrão segue sem custo extra.

Na parte mecânica, o maior sedã da Mercedes também tem evoluções nas variantes a diesel. O S350d utiliza um motor seis cilindros em linha 3.0 turbodiesel híbrido leve 48V, que gera 313 cv e 65,8 kgfm a 1.200 rpm.
Este motor é focado em longas viagens rodoviárias e a disponibilidade de torque em baixa rotação é o que mais importa ao sedã de 5,17 m de comprimento. A engenharia alemã priorizou o isolamento acústico e a suavidade de rodagem para compensar o uso de materiais mais leves.

O sedã também recebeu um arsenal de melhorias no sistema MBUX e assistentes de condução ADAS. O foco da marca é oferecer alternativas ecológicas sem abrir mão da sensação de luxo.
Embora a versão a diesel com tecido seja voltada ao mercado europeu, a tendência de interiores sustentáveis deve se expandir para as demais versões da linha em breve.
