Ícone do site Brasil Direto Notícias

Seis meses preso: Bolsonaro ainda luta por volta à prisão domiciliar

Por Brasil Direto

moraes-nega-mais-um-recurso-de-bolsonaro-contra-condenacao-por-golpe

Moraes nega mais um recurso de Bolsonaro contra condenação por golpe

Jair Bolsonaro (PL) completa seis meses preso nesta quarta-feira (4), tentando retomar a prisão domiciliar perdida após violar sua tornozeleira eletrônica em novembro do ano passado. A decisão sobre a transferência do ex-presidente, atualmente na Papudinha — unidade da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda —, depende do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A prisão domiciliar foi inicialmente determinada por Moraes em agosto, após vídeos mostrarem Bolsonaro participando de manifestação mesmo com restrições de uso das redes sociais. Aliados apontam que a idade e problemas de saúde do ex-presidente — incluindo tonturas, soluços e cirurgias recentes — reforçam a necessidade de que ele cumpra a pena em casa. Apesar disso, a tensão entre o bolsonarismo e o Supremo ainda atrasaria a mudança.

A defesa de Bolsonaro tem atuado em diversas frentes. Um laudo médico solicitado pelo próprio Moraes deve avaliar se o ex-presidente tem condições de permanecer na Papudinha. Paralelamente, há esforços para derrubar vetos do presidente Lula que poderiam reduzir a pena, favorecendo a progressão de regime. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas também intervieram junto a ministros do STF, buscando sensibilizá-los sobre a situação do ex-presidente.

A transferência para a Papudinha, com cela maior e melhores condições, foi interpretada por aliados como uma vitória da articulação de Michelle e Tarcísio, mas também marcou a consolidação de Flávio Bolsonaro como sucessor político de Jair. Segundo observadores do PL, a prisão e a limitação do contato com militantes influenciaram a escolha, garantindo que a família mantivesse protagonismo nas eleições.

O cotidiano do ex-presidente na unidade inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário e fisioterapia, além de acompanhamento religioso eventual. Ele continua apresentando tontura, fragilidade física e emocional, efeitos colaterais de medicamentos usados para conter crises de soluços. Apesar disso, aliados avaliam que sua situação de vitimização pode reforçar seu apoio político entre simpatizantes.

Enquanto aguardam a decisão sobre a prisão domiciliar, os bolsonaristas reconhecem que sua ausência limita a atuação política e a mobilização popular durante o período eleitoral, mas ainda mantêm esperança de mudanças na situação, mesmo com prazos incertos.

Sair da versão mobile