Tudo o que os clientes norte-americanos da Toyota mais pedem à marca é uma nova picape compacta — para os padrões dos EUA. Os executivos respondem pedindo paciência. Quem disse isso foi Mark Templin, vice-presidente executivo e diretor de operações da Toyota Motor North America, durante um seminário da National Automobile Dealers Association (NADA), nos Estados Unidos.
Tremplin ainda não confirmou de fato a chegada da nova picape, mas os indícios vem se tornando cada vez mais fortes. Segundo ele, a Toyota está esperando uma resposta do mercado para fazer seu movimento, que pode ser diretamente impactado pela mudança no acordo comercial EUA-México-Canadá.

A nova picape, necessariamente, precisará ser montada nos EUA para evitar a taxação de 25%, mas seus componentes poderão ser fabricados em países vizinhos. Tremplin afirma que, caso o acordo dê errado, quem sai perdendo são os próprios consumidores.
Sobre o projeto da nova picape, ao que tudo indica ela será baseada no SUV RAV4, portanto, sendo menor que a Hilux e diferente da picape intermediária nacional, que usará a plataforma do Corolla e Corolla Cross.
Não é possível afirmar que esse é um segmento forte nos EUA, onde os consumidores dão preferência para modelos bem maiores, mas há um caso de sucesso que inspira a Toyota. A Ford Maverick quebrou todas as expectativas e vende muito bem nos EUA, apesar do seu tamanho. Tanto é que a Hyundai tentou lançar uma concorrente, a Santa Cruz, baseada no Tucson, mas tem um desempenho bem pior que a rival da Ford em vendas.

Diferente da Hyundai, a Toyota aposta em sua expertise para criar uma concorrente a altura. “Nós inventamos a caminhonete compacta”, disse Templin, referindo-se às primeiras versões da Hilux.
Apesar de informar muito pouco sobre a nova picape, a Toyota pode apostar em versões de baixo custo, com tecnologias mais básicas e menos itens de conveniência, segundo Templin. Essa estratégia também pode também se estender para outros carros da marca, tendo o objetivo de manter a Toyota forte no segmento de modelos que custam menos de US$ 35.000.