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William Bonner reflete sobre sua transição para o Globo Repórter

Por Brasil Direto

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A falha da Globo que deixou William Bonner perdido no JN

“Sinto como se eu tivesse morrido”, brincou William Bonner ao comentar sua transição do Jornal Nacional para o Globo Repórter, após quase três décadas como âncora do telejornal. Embora a frase tenha sido dita com humor, Bonner expressou surpresa diante da recepção positiva tanto do público quanto da imprensa à mudança. Desde o anúncio de sua saída, ele notou uma grande diminuição nas hostilidades que costumava enfrentar nas ruas. “Voltei para quando minha vida era dar autógrafos. No aeroporto, as pessoas dizem que eu não deveria ter saído, mas que estou certo em querer viver a vida, e que o César Tralli também é ótimo”, revelou.

Bonner acredita que, após os tumultuados anos seguintes às eleições de 2018, quando a imprensa foi alvo de ataques, o cenário no Brasil parece mais equilibrado. “Os haters estão mais calmos. Não sei se me odeiam menos, mas agora a hostilidade contra um jornalista seria malvista”, comentou.

Mantendo o bom humor, ele explicou que, com Sandra Annenberg, sua nova parceira no Globo Repórter, decidiu tornar o programa mais descontraído e próximo do público. A dupla optou por não usar o teleprompter, uma novidade para Bonner, que já está cansado da rotina repetitiva. Essa mudança permitiu-lhe maior flexibilidade para passar mais tempo com a família, viajar e visitar os filhos que moram no exterior.

Além de apresentar, Bonner agora também será repórter. Na estreia do novo formato, ele estará em uma reportagem sobre a vida de brasileiros em Nova York. “Borboletas no estômago, mas é bom tê-las de volta”, comentou sobre a experiência.

A transição de Bonner gerou mudanças no telejornalismo da Globo, com César Tralli assumindo o Jornal Nacional e Roberto Kovalick indo para o Jornal Hoje. Outras mudanças na programação incluem a cobertura das eleições de 2026, que terão os debates eleitorais exibidos mais cedo, logo após o Jornal Nacional, sem novos capítulos da novela das nove nesses dias. O Fantástico também investirá em reportagens sobre a adolescência e temas como a disputa geopolítica entre EUA e China, sistemas de metrô no Brasil e a rotina dos entregadores de aplicativos.

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