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Agência iraniana nega morte da esposa de Ali Khamenei após rumores na imprensa

Por Brasil Direto

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Guerra contra o Irã faz petróleo dos EUA saltar 12%

A agência iraniana Fars News Agency informou nesta quinta-feira que são falsas as informações sobre a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa do antigo líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Segundo o veículo, que possui ligação com a Guarda Revolucionária iraniana, a viúva do aiatolá continua viva, contrariando relatos divulgados recentemente por parte da imprensa do país.

Nos últimos dias, diferentes meios de comunicação iranianos publicaram versões conflitantes sobre o estado de saúde da mulher. Em 2 de março, o canal estatal Channel Two (Iran State TV) chegou a noticiar que ela teria sido morta dentro de sua própria residência.

Outra versão foi apresentada pela Tasnim News Agency, que afirmou que Mansoureh teria sido considerada mártir após morrer em decorrência de ferimentos causados por bombardeios. Paralelamente, outros veículos divulgaram que a viúva, de 78 anos, estaria hospitalizada em estado de coma.

Relatos divulgados pela imprensa local também indicam que familiares próximos de Khamenei — entre eles uma filha, um neto e um genro — morreram durante os ataques realizados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. A ofensiva também resultou na morte do próprio líder supremo iraniano.

Com a morte de Ali Khamenei, o comando máximo do país passou para seu filho, Mojtaba Khamenei. O novo líder supremo, de 56 anos, também teria sido ferido nos bombardeios e ainda não fez aparições públicas desde então.

Em seu primeiro pronunciamento após assumir o cargo, Mojtaba defendeu a continuidade das restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as consequências da guerra para o preço do petróleo seriam menos importantes do que a necessidade de confrontar o Irã.

“A alavanca do bloqueio de Ormuz deve ser absolutamente utilizada”, declarou Mojtaba Khamenei em discurso exibido pela televisão estatal iraniana, conforme relatado pela Agence France-Presse.

O novo líder também prometeu que haverá retaliação pelas mortes provocadas pelos ataques.

“Uma parte limitada dessa vingança já foi realizada, mas enquanto ela não for completada, continuará sendo uma de nossas prioridades”, afirmou.

Mojtaba ainda pediu que países do Oriente Médio encerrem a presença de bases militares norte-americanas em seus territórios e agradeceu o apoio de grupos aliados conhecidos como “Eixo da Resistência”, presentes no Iêmen, Líbano e Iraque.

Desde o início do conflito, o número de mortos no Irã já ultrapassa 1.200 civis, além de vários integrantes do alto comando militar e membros do governo.

Os bombardeios foram justificados por Washington e por Israel como parte de uma estratégia para impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

Em resposta, o governo de Teerã impôs restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos israelenses, bases militares dos Estados Unidos e instalações localizadas em vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Além disso, projéteis lançados pelo Irã também foram registrados em territórios de Chipre, Turquia e Azerbaijão.

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