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Alckmin descarta greve de caminhoneiros e vê greve como injustificada

Por Brasil Direto

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Alckmin: Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta terça-feira que o governo federal já adotou medidas para conter a alta dos combustíveis e, por isso, não vê justificativa para uma possível paralisação dos caminhoneiros. As declarações foram dadas durante a comemoração dos 80 anos do ex-ministro José Dirceu, em Brasília.

Nos últimos dias, representantes da categoria têm discutido a possibilidade de uma greve nacional como forma de pressionar contra o aumento do diesel. A possibilidade preocupa o governo, já que paralisações no transporte rodoviário costumam gerar impactos significativos na economia e podem afetar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para tentar conter os efeitos da alta, o governo anunciou recentemente a redução a zero dos impostos federais sobre o diesel, como PIS e Cofins, além da criação de um subsídio com potencial para diminuir em cerca de R$ 0,64 o valor do litro. No entanto, poucos dias após essas medidas, a Petrobras comunicou um reajuste no preço do combustível nas refinarias.

Alckmin destacou que as ações adotadas buscam tanto garantir o abastecimento quanto amenizar o impacto no bolso dos consumidores. Segundo ele, não há motivo para a deflagração de greve, já que o governo atuou de forma preventiva diante da elevação dos preços.

O vice-presidente também relacionou o cenário de alta internacional dos combustíveis à escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Como resposta, forças iranianas passaram a restringir o tráfego de embarcações no estratégico Estreito de Hormuz.

A região é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o que contribuiu para a valorização do barril no mercado internacional.

Diante desse cenário, Alckmin afirmou que, embora o governo não tenha controle sobre conflitos externos, é possível adotar medidas para reduzir os impactos internos da crise.

Enquanto isso, representantes dos caminhoneiros seguem em diálogo com o governo por meio da Secretaria-Geral da Presidência, do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres. As negociações acompanham a insatisfação da categoria, que ainda discute a possibilidade de paralisação, embora não haja uma data definida.

Lideranças do setor afirmam que a decisão pela greve já foi debatida internamente e que o próximo passo é articular apoio com entidades regionais, cooperativas e empresas de transporte para ampliar a adesão.

Entre as principais críticas dos caminhoneiros está o reajuste anunciado pela Petrobras, que, segundo a categoria, teria anulado os efeitos das medidas fiscais adotadas pelo governo para reduzir o preço do diesel.

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