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Após meses de articulação, Lula prepara envio de nome ao Supremo

Por Brasil Direto

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Lula defende integração regional e uso soberano de minerais críticos

Quatro meses após tornar público o nome de seu indicado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu avançar com o processo de indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A expectativa é de que a mensagem oficial seja encaminhada ao Senado ainda nesta semana.

Antes de formalizar o envio, Lula pretende manter uma nova conversa com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Segundo interlocutores, Alcolumbre teria sugerido que a sabatina fosse adiada para depois das eleições, o que ampliaria o prazo de análise do nome indicado.

Nos bastidores do Congresso, aliados do governo avaliam que o cenário político atual é mais favorável a Messias do que no período em que sua indicação foi anunciada. Nos últimos meses, ministros do próprio Supremo passaram a demonstrar apoio ao nome, incluindo magistrados indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, como André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Também teriam se manifestado positivamente Gilmar Mendes e Cristiano Zanin.

Apesar desse ambiente mais favorável na visão do governo, aliados de Alcolumbre apontam aumento de resistência ao nome de Messias, especialmente em meio às investigações envolvendo o Banco Master, que teriam impactado lideranças do centrão.

Defensor de outro nome para a vaga, o senador teria sugerido ao presidente que aguardasse o período pós-eleitoral para encaminhar a indicação. Diante da falta de consenso, Lula optou por dar continuidade ao processo, reforçando a prerrogativa presidencial de indicar ministros ao Supremo.

Dentro do governo, há a avaliação de que a votação precisa ocorrer até maio, antes do ritmo mais lento imposto pelo calendário eleitoral. O próprio Messias, segundo relatos, demonstra interesse em encerrar o processo o quanto antes.

A articulação política foi discutida em reunião com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar, que avalia haver chances reais de aprovação.

A indicação de Messias já havia sido cogitada anteriormente, durante a saída de Rosa Weber, em 2023, mas acabou não se concretizando. Na ocasião, a vaga foi ocupada por Flávio Dino.

Desde então, o advogado-geral da União ampliou sua influência dentro do governo, tornando-se um dos principais conselheiros jurídicos de Lula. O presidente costuma destacar sua experiência, lealdade e preparo para assumir uma cadeira na Corte, vaga aberta após a saída antecipada de Luís Roberto Barroso.

Com carreira iniciada como procurador da Fazenda Nacional, Messias também atuou em áreas estratégicas de governos anteriores, incluindo cargos na área jurídica de ministérios e na Casa Civil. Tornou-se conhecido nacionalmente durante o governo Dilma Rousseff, em episódio que ganhou repercussão durante a Operação Lava Jato.

Nos últimos anos, consolidou sua posição como figura de confiança do presidente, especialmente durante a transição de governo, quando participou da elaboração de medidas administrativas e da reorganização da estrutura federal.

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