Um especialista militar norte-americano alertou que o Irã poderia lançar, a qualquer momento, ataques com drones contra os Estados Unidos, incluindo áreas do estado da Califórnia. A declaração foi feita por Brett Velicovich, ex-integrante de missões militares americanas e especialista em operações com drones.
Velicovich destacou que o Irã já dispõe da tecnologia, capacidade operacional e motivação necessárias para executar esse tipo de ofensiva, e afirmou que as autoridades americanas não podem ignorar a ameaça. “Estamos muito vulneráveis a ataques”, disse, ressaltando que os Estados Unidos ainda não estão totalmente preparados para reagir a uma ofensiva coordenada com drones de longo alcance.
O especialista explicou que o Irã possui milhares de drones de ataque capazes de operar a grandes distâncias, alguns controlados remotamente a milhares de quilômetros, enquanto outros podem voar centenas de quilômetros de forma autônoma antes de atingir seus alvos. Velicovich é conhecido por sua atuação em operações militares que utilizaram drones para localizar e neutralizar líderes do Estado Islâmico e de outras organizações terroristas, tendo sido elogiado publicamente pelo ex-presidente Donald Trump em julho do ano passado por sua experiência.
O alerta ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ofensivas militares contra o Irã, durante as quais o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989, foi morto. Desde então, as tensões entre os países seguem elevadas, com declarações divergentes do presidente Donald Trump sobre a duração da operação. Em um comício em Hebron, no Kentucky, Trump afirmou que os Estados Unidos precisam “terminar o trabalho”, enquanto horas antes havia dito em entrevista ao site Axios que “praticamente não há mais nada para atacar” no território iraniano.
Autoridades israelenses reforçaram que ainda há diversos alvos militares no Irã que podem ser atingidos, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana ameaça prolongar o conflito por meio de uma “guerra de desgaste”, capaz de afetar a economia global. Entre as ações adotadas por Teerã está a pressão sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, provocando já alta nos preços internacionais do combustível.