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Compradores reclamam que não conseguem emplacar carros da BYD

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Compradores reclamam que não conseguem emplacar carros da BYD

Quem compra um carro novo sempre aguarda ansiosamente o momento se sair da concessionária com sua nova aquisição. Para muitos clientes da BYD, o momento mais aguardado vem sendo o de ter seus carros devidamente emplacados para poderem circular livremente. Há relatos de uma espera que supera um mês, deixando os clientes sujeitos a multa

O leitor José Romeu de Carvalho, de Brasília (DF), esperou um mês até que seu BYD Dolphin GS pudesse ser emplacado, mesmo tendo pago pelo serviço de emplacamento no ato da compra. “A concessionária Saga informou que seria possível andar com o veículo sem placas por 30 dias, mas a legislação não diz isso”, reclama.

De fato, o prazo de 30 dias vale apenas para carros registrados na Região Norte do Brasil. No resto do país o prazo é de 15 dias corridos a partir da data da emissão da nota fiscal e só é permitido o deslocamento da concessionária para o órgão de trânsito da cidade onde o carro será registrado. O carro de José Romeu teve a nota fiscal emitida em 22 de janeiro, mas o carro só recebeu as placas nos últimos dias de fevereiro.

Sem respostas conclusivas da concessionária e da BYD por semanas, o proprietário procurou e encontrou outros casos pelo Brasil, envolvendo diversos modelos da fabricante chinesa. Foi assim que descobriu que o problema estaria no registro dos carros novos na Base de Índice Nacional (BIN), uma base de dados oficial do Senatran onde estão registradas todas os dados de cada veículo que circula no Brasil. Cabe à fabricante fazer o registro de cada veículo na BIN. Sem ele, não há Renavam e ATPV -e (Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo), impedindo o emplacamento do carro novo.

As concessionárias poderiam simplesmente não liberar os carros até que tivessem o registro na BIN, mas isso é raro. A maioria das reclamações registradas no Reclame Aqui é de clientes com carros prestes de completar um mês desde que a nota fiscal foi faturada, mas ainda impedidos de serem emplacados. Em um dos casos, o cliente foi obrigado a pagar a multa de R$ 293,47 e assumir os 4 pontos para ter seu BYD emplacado.

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Outro caso é do comprador de um BYD Song Plus que diz que a concessionária onde retirou o carro disse ter outros 100 carros na mesma condição e que o problema abrangia mais de 10.000 carros no Brasil.

QUATRO RODAS apurou 14 casos semelhantes na plataforma Reclame Aqui entre 6 e 24 de fevereiro. A grande maioria dos veículos foi faturada entre 16 e 23 de janeiro e seguiam sem poder ser emplacados.

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Procurada, a BYD confirmou “uma morosidade no emplacamento de alguns veículos” e que o motivo para isso foi a necessidade de “realizar ajustes em seus sistemas e rotinas operacionais para tornar os processos mais eficientes e ágeis, o que provocou instabilidades no registro de modelos na BIN (Base de índice Nacional).”

A fabricante alega que as mudanças já foram feitas e agora atua para viabilizar todos os emplacamentos pendentes no menor prazo possível.

Questionada sobre a possibilidade dos seus clientes serem multados pelo atraso no emplacamento dos carros, a BYD diz acompanhar o tema com prioridade para que o prazo legal seja cumprido e que “seguirá monitorando a questão com as áreas responsáveis, priorizando a celeridade e a correta formalização do processo.”

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No caso do carro do leitor José Romeu, o problema foi parcialmente resolvido. “O meu caso em particular evoluiu parcialmente, o carro entrou no sistema do Senatran, a placa foi feita e colocada no carro. Agora o carro está emplacado, mas o QR code da placa dele não funciona”, relata.

Se antes o proprietário do BYD Dolphin poderia ser multado pelo atraso no emplacamento, agora o problema é outro. “Não posso andar com o veículo pois, se a fiscalização me parar, não conseguirá verificar a legitimidade da placa”, conta José Romeu. O QR code substitui o lacre nas placas novas. Agora ele tem um carro emplacado que não pode circular.

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