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Crise no Corinthians: time amarga pior fase em quase dois anos e busca reação

Por Brasil Direto

O Corinthians atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos tempos. Sem vencer há cinco partidas, a equipe paulista tenta reagir e aposta no retorno de jogadores importantes para mudar o cenário nas próximas rodadas.

A sequência negativa inclui três empates — diante de Portuguesa, Cruzeiro e Santos — e duas derrotas, contra Novorizontino e Coritiba. No confronto com a Portuguesa, apesar da igualdade no tempo normal, o time avançou após vencer nos pênaltis.

Um jejum semelhante não era registrado desde 2024, quando o clube acumulou uma série ainda mais longa sem vitórias, incluindo empates contra Grêmio (em três ocasiões), Red Bull Bragantino e Juventude, além de uma derrota para o Atlético-MG. Naquele período, o time lutava contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e também disputava a Copa do Brasil.

Para tentar dar a volta por cima, a expectativa é de que o elenco esteja praticamente completo nos próximos jogos. O atacante Yuri Alberto está em fase final de recuperação de lesão muscular e deve reforçar a equipe, assim como Kaio César e Matheus Pereira, que já retornaram recentemente. No departamento médico, permanece apenas o lateral Hugo. Outro nome aguardado é o de Jesse Lingard, que depende da regularização de documentos para poder estrear.

O desafio, no entanto, não será simples. O Corinthians entra em campo nesta quinta-feira (19) contra a Chapecoense, na Arena Condá, onde o adversário ainda não perdeu no Campeonato Brasileiro. Na sequência, o time encara o Flamengo em casa e o Fluminense fora, fechando um calendário exigente.

A fase ruim também aumenta a pressão sobre o técnico Dorival Júnior, que vive um momento de desgaste interno. A queda de rendimento da equipe e declarações recentes do treinador — como as relacionadas a uma possível transferência do volante André para o Milan — contribuíram para o clima de tensão.

Após a derrota para o Coritiba e a eliminação no Campeonato Paulista, integrantes de torcidas organizadas foram até o centro de treinamento do clube. No local, lideranças conversaram com jogadores e membros da diretoria antes do clássico contra o Santos.

Mesmo diante das críticas, Dorival minimizou a pressão. Segundo ele, o foco está no trabalho e na responsabilidade de comandar o clube. O treinador também ressaltou que mantém diálogo constante com a diretoria e afirmou que sua permanência depende da avaliação interna sobre seu desempenho.

Agora, a comissão técnica e o elenco veem no duelo contra a Chapecoense a chance de interromper a sequência negativa e aliviar o ambiente. A partida, válida pela sétima rodada do Brasileirão, está marcada para as 21h30 (horário de Brasília).

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