O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira (11) que realizou bombardeios em larga escala contra posições do grupo xiita Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. As forças militares afirmaram que pretendem continuar a ofensiva com “força considerável” contra o movimento aliado ao Irã.
Segundo o comunicado oficial, os ataques miraram infraestruturas e posições estratégicas do Hezbollah em áreas consideradas redutos do grupo, na região sul da cidade.
Ataques e contra-ataques
O anúncio israelense ocorre após relatos de que o Hezbollah disparou uma série de morteiros contra o norte de Israel. O porta-voz militar em língua árabe, coronel Avichay Adraee, publicou nas redes sociais que a operação é uma resposta direta aos ataques do grupo libanês:
“Após os graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o Exército israelense atuará com grande intensidade contra suas instalações, interesses e meios militares.”
De acordo com a agência estatal de notícias do Líbano, ao menos seis bombardeios atingiram bairros na periferia sul de Beirute, provocando fortes explosões e grandes colunas de fumaça, segundo relatos de moradores.
Escalada do conflito
O Líbano foi arrastado para uma escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ações ofensivas contra o Irã. Poucos dias depois, em 2 de março, o Hezbollah entrou diretamente no conflito ao atacar território israelense. Desde então, Israel intensificou ataques aéreos contra alvos no Líbano.
Segundo autoridades locais, em cerca de dez dias de confrontos entre Israel e Hezbollah, mais de 634 pessoas morreram no território libanês, incluindo 91 mulheres e 47 crianças, e mais de 1.500 ficaram feridas.
Crise humanitária
A escalada também gerou uma grave crise humanitária. Aproximadamente 816 mil pessoas foram deslocadas de suas casas, sendo cerca de 126 mil acolhidas em centros de abrigo. A situação se agrava à medida que os ataques continuam, afetando a população civil e a infraestrutura do país.