INSS: entenda como três fatores podem aumentar o valor do seu benefício

Apesar de ser chamado popularmente de “pagamento triplo”, o termo não se refere a um benefício específico

Na prática, parte dos beneficiários do INSS poderá receber, em um mesmo mês, valores bem superiores ao habitual. O aumento ocorre pela soma de até três entradas distintas, resultado de medidas adotadas pelo governo federal e de procedimentos administrativos do instituto, com reflexos diretos tanto no orçamento das famílias quanto na economia.

Apesar de ser chamado popularmente de “pagamento triplo”, o termo não se refere a um benefício específico. Trata-se, na verdade, da combinação de três fontes: o valor mensal regular pago aos segurados, a possível antecipação do 13º salário e o ressarcimento de descontos considerados indevidos.

A antecipação do abono anual ainda depende de confirmação oficial, mas vem sendo adotada nos últimos anos como estratégia para estimular o consumo. Caso seja mantida, a tendência é repetir o modelo recente, com a liberação em duas parcelas — uma em abril e outra em maio — cada uma correspondente a 50% do valor do benefício. A primeira parcela, como de costume, não sofre incidência de Imposto de Renda. Estimativas apontam que a medida pode movimentar cerca de R$ 78 bilhões na economia do país.

Têm direito ao 13º salário os beneficiários que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Já os segurados do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não são contemplados, por se tratar de um auxílio de caráter assistencial.

Outro fator que pode elevar o valor final recebido é a devolução de cobranças indevidas, geralmente vinculadas a associações ou entidades. Esses descontos aparecem diretamente no extrato do benefício e, quando contestados, podem ser restituídos ao segurado. Dados recentes indicam que milhões de beneficiários já solicitaram a revisão, com bilhões de reais devolvidos.

Para pedir o ressarcimento, o segurado pode recorrer ao aplicativo ou site Meu INSS, à central telefônica 135 ou às agências dos Correios. Após a contestação, a entidade responsável precisa comprovar a autorização do desconto. Caso isso não ocorra, o valor pode ser devolvido, inclusive já na folha de pagamento, dependendo do andamento do processo.

O cronograma de pagamentos segue o calendário tradicional do INSS. Beneficiários que recebem até um salário mínimo começam a receber no fim de abril, com depósitos que avançam até o início de maio. Já quem recebe acima desse valor terá os pagamentos liberados nos primeiros dias de maio, conforme o número final do benefício.

Na prática, um segurado que recebe R$ 1.500 por mês, por exemplo, pode somar esse valor à metade do 13º salário e a uma eventual devolução de descontos, resultando em um montante significativamente maior no período.

Para evitar problemas, a recomendação é acompanhar regularmente o extrato de pagamento, verificar possíveis descontos não autorizados, manter os dados atualizados e seguir atentamente o calendário oficial do INSS.