Livro revela detalhes inéditos sobre últimos dias do príncipe Philip

De acordo com o livro, médicos teriam identificado uma alteração no pâncreas do duque de Edimburgo após a observação de uma “sombra” no órgão

O marido da rainha Elizabeth 2ª, o príncipe Philip, teria enfrentado um diagnóstico de câncer de pâncreas em 2013 e convivido com a doença por cerca de oito anos, segundo relatos reunidos na biografia “Queen Elizabeth II: A Personal History”, do historiador Hugo Vickers. As informações teriam sido obtidas a partir de fontes citadas pelo autor e repercutidas pelo Daily Mail.

De acordo com o livro, médicos teriam identificado uma alteração no pâncreas do duque de Edimburgo após a observação de uma “sombra” no órgão. O autor relata que o caso foi considerado inoperável e que Philip chegou a passar por um procedimento cirúrgico com um corte no abdômen, além de uma breve internação antes de se recuperar em casa.

A biografia afirma ainda que, durante o período inicial de convalescença, havia a expectativa de que o príncipe não retornasse mais às atividades públicas. No entanto, ele surpreendeu as previsões médicas e voltou a cumprir compromissos oficiais em agosto de 2013, após permanecer um período de repouso em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, em Norfolk.

Mesmo após o diagnóstico, Philip seguiu participando de eventos até anunciar sua aposentadoria das funções reais em 2017. Nos anos seguintes, passou a viver de forma mais reservada, principalmente em Wood Farm.

O duque morreu no Castelo de Windsor em 9 de abril de 2021, apenas dois meses antes de completar 100 anos. Na época, a causa oficial registrada foi “velhice”. Segundo Vickers, o príncipe não demonstrava interesse em chegar ao centenário, por não gostar da atenção que a data atrairia.

O autor também descreve os últimos momentos de vida de Philip. Em um dos trechos, relata que, na noite anterior à morte, ele teria conseguido se afastar dos cuidadores, caminhado com auxílio de um andador até um cômodo da residência e bebido uma cerveja na Oak Room.

“Na última noite de vida, ele despistou os enfermeiros, foi se arrastando pelo corredor com o andador, pegou uma cerveja e bebeu na Oak Room”, escreveu Vickers na obra.

Na manhã seguinte, segundo o relato, o príncipe tomou banho, disse que não se sentia bem e morreu pouco depois. O historiador afirma que ele já convivia com a doença havia quase oito anos, um período superior ao tempo médio de sobrevivência após esse tipo de diagnóstico.

“Na manhã seguinte, ele se levantou, tomou banho, disse que não se sentia bem e morreu em silêncio. A essa altura, ele tinha vivido com câncer de pâncreas por quase oito anos, bem mais do que o tempo de sobrevivência habitual após o diagnóstico”, acrescenta o autor.

O livro ainda aponta que a rainha Elizabeth 2ª não estava ao lado do marido no momento da morte. Segundo Vickers, em outras ocasiões ela costumava ser informada quando Philip deixava o local, mas muitas vezes só recebia a notícia após ele já ter saído.