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Macron cobra diálogo entre EUA e Irã e alerta para risco global no petróleo

Por Brasil Direto

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Macron critica Netanyahu e propõe virada diplomática em TV israelense

O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quinta-feira a retomada de negociações diretas entre Estados Unidos e Irã como forma de conter a escalada de tensões no Oriente Médio e evitar prejuízos à produção global de energia. A declaração foi feita durante sua chegada à cúpula de líderes europeus, realizada em Bruxelas.

O posicionamento ocorre em meio ao aumento das hostilidades na região, que já atingem áreas estratégicas de produção de petróleo e gás. Macron classificou como arriscada a ampliação do conflito para esses setores, especialmente após ataques recentes a países do Golfo, como o Catar.

“Vários países do Golfo foram atingidos, pela primeira vez, nas suas capacidades de produção, da mesma forma que o Irão”, afirmou, ao pedir uma “rápida desescalada” do conflito.

Nas últimas horas, o Irã intensificou ofensivas contra infraestruturas energéticas, atingindo instalações de gás natural liquefeito no Catar e refinarias no Kuwait. Os reflexos já são sentidos no mercado internacional, com alta nos combustíveis e aumento expressivo no preço do gás na Europa.

Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades confirmaram a paralisação de atividades em importantes unidades de produção, como a instalação de Habshan e o campo de Bab.

Para Macron, o agravamento da crise representa “uma irresponsabilidade”, tema que, segundo ele, já foi discutido com o ex-presidente Donald Trump e que também pretende abordar diretamente com o governo iraniano.

O líder francês voltou a enfatizar a necessidade de diálogo. Ele defendeu a importância de “regressar à negociação e ao diálogo” e apontou como prioridades a preservação da capacidade produtiva de energia e a reabertura de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz.

Macron também sugeriu uma pausa nas hostilidades durante o início do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã. “Acredito que os ânimos devem acalmar e os combates devem cessar, pelo menos por alguns dias”, declarou.

Na noite anterior, o presidente francês já havia defendido uma “trégua nos ataques contra as infraestruturas civis, particularmente as infraestruturas energéticas e hídricas”, após conversas com Trump e com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani. Apesar disso, os confrontos continuaram.

Durante a cúpula do Conselho Europeu, Macron também abordou temas econômicos, destacando a necessidade de fortalecer a competitividade do bloco. “Queremos mais simplificação” e “um mercado único europeu mais profundo para avançar mais rapidamente e ser mais competitivo”, afirmou.

Ele ainda defendeu o aumento de investimentos em áreas como inovação, pesquisa e tecnologia, além da ampliação de parcerias internacionais. “Queremos uma diversificação das nossas parcerias, que é necessária no atual contexto geopolítico”, concluiu.

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