Mercado mantém projeção de inflação de 2026 acima do centro da meta

Levando em conta apenas as 48 projeções revisadas nos últimos cinco dias úteis, houve leve alta, de 3,88% para 3,91%

As projeções para a inflação de 2026 permaneceram estáveis no Relatório Focus. A mediana das estimativas para o IPCA ficou em 3,91%, mesmo patamar da semana anterior. O índice projetado permanece 0,91 ponto percentual acima do centro da meta de inflação, fixado em 3%. Há um mês, a expectativa era ligeiramente maior, de 3,99%.

Levando em conta apenas as 48 projeções revisadas nos últimos cinco dias úteis, houve leve alta, de 3,88% para 3,91%.

Para 2027, a expectativa recuou após um longo período de estabilidade. A mediana passou de 3,80% para 3,79%, interrompendo uma sequência de 16 semanas sem alterações. Entre as 47 estimativas atualizadas mais recentemente, a projeção caiu de 3,80% para 3,74%.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%. O resultado ficou abaixo tanto da mediana anterior do Focus, que indicava 4,31%, quanto da previsão do Banco Central do Brasil, que estimava 4,4% para o período.

Segundo a trajetória apresentada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central projeta inflação de 3,4% ao fim de 2026. Para o chamado horizonte relevante — o terceiro trimestre de 2027 — a autoridade monetária trabalha com expectativa de 3,2% no acumulado em 12 meses.

Desde 2025, o regime de metas passou a considerar a inflação acumulada em 12 meses de forma contínua. O objetivo central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, entende-se que a meta foi descumprida.

Para 2028, a mediana das projeções segue em 3,50% pela 17ª semana consecutiva. Já para 2029, a estimativa também permanece em 3,50%, mantendo-se inalterada há 26 divulgações seguidas.