O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estuda a possibilidade de encerrar o conflito com o Irã mesmo sem a liberação total do Estreito de Ormuz, atualmente sob bloqueio das forças iranianas. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, com base em fontes ligadas ao governo.
De acordo com a publicação, integrantes da equipe presidencial passaram a avaliar que uma operação para retomar completamente o controle da rota — por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido no mundo — poderia prolongar o confronto além do prazo de seis semanas previamente mencionado por Trump.
O bloqueio da passagem marítima já tem provocado reflexos no mercado internacional, elevando os preços do petróleo e gerando efeitos sobre a economia global. Nos Estados Unidos, o cenário ocorre em um momento sensível, às vésperas das eleições legislativas.
Diante desse contexto, a estratégia em discussão prevê concentrar esforços em objetivos considerados prioritários, como enfraquecer a capacidade naval iraniana e reduzir seu potencial de ataque com mísseis.
Após atingir essas metas, a tendência seria reduzir o ritmo das ofensivas, utilizando a pressão militar como forma de induzir o Irã a liberar o tráfego no estreito. Caso isso não ocorra, há a possibilidade de transferir a responsabilidade pela segurança da região para aliados, especialmente países europeus e nações do Golfo.
Apesar dessas discussões internas, o posicionamento público do presidente mantém um tom mais duro. Recentemente, Trump voltou a ameaçar atingir a infraestrutura energética iraniana caso não haja avanço nas negociações. Paralelamente, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio nos últimos dias.