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Produção de carros recua 9,8% no primeiro bimestre, diz Anfavea

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Produção de carros recua 9,8% no primeiro bimestre, diz Anfavea

A produção de automóveis apresentou queda de 9,8% durante o primeiro bimestre de 2026 comparado com o mesmo período de 2025. A indústria foi de 306,6 mil para 276,5 mil unidades montadas. As informações foram divulgadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta sexta-feira, 6, durante coletiva de imprensa.

Ao analisar apenas o mês de fevereiro (152,3 mil), houve alta de 22,7% na produção contra janeiro de 2026 (124,2 mil), mas apresentou queda de 8,1% na comparação com fevereiro de 2025 (165,8 mil).

Fábrica da BYD em Camaçari (BA)

Segundo a associação, uma das causas do tombo foi a data do Carnaval do ano anterior, que caiu em março, o que permitiu um melhor ritmo de produção no segundo mês do ano em 2025. Além disso, o primeiro bimestre registrou um decréscimo de 28,3% nas exportações de automóveis ante o mesmo período do ano anterior, que passou de 61 mil para 43,7 mil unidades, o que também impactou a produção.

“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, à imprensa.

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Produção de veículos elétricos

A Anfavea destacou ainda que em fevereiro foram emplacadas 28.120 unidades de veículos leves híbridos e elétricos no país, o que representou 15,9% do total do mercado. A produção nacional representa 43% desse volume, maior participação na série histórica apurada pela associação.

Ano ‘volátil’

O presidente da Anfavea afirma que o ano será “volátil”, e cita a questão tarifária incerta dos Estados Unidos e o conflito intensificado no Oriente Médio.

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“Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos”, disse Igor Calvet.

E completa: “não há uma avaliação ainda sobre o quanto o conflito irá nos impactar. É muito recente. Eu não tenho relatos das nossas empresas de quebra da cadeia de fornecimento”.

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