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Putin articula com líderes árabes diante do risco de guerra em larga escala

Por Brasil Direto

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Putin chama líderes europeus de “porquinhos” e nega ameaça à Europa

O Kremlin informou que houve convergência de preocupações quanto ao risco de ampliação do conflito no Oriente Médio e à possibilidade de que novas nações sejam arrastadas para a crise. A posição foi divulgada após conversa telefônica entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani.

Além do diálogo com o líder catariano, Putin também manteve contatos com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa, e com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed.

De acordo com Moscou, Mohammed bin Salman avaliou que a Rússia reúne condições para atuar como agente de equilíbrio neste momento delicado, citando as relações mantidas tanto com o Irã quanto com as nações do Golfo Pérsico. Já no diálogo com o monarca do Bahrein, foi destacada a apreensão diante da hipótese de um confronto de grandes proporções.

O Kremlin relatou que houve troca de análises sobre a escalada considerada sem precedentes envolvendo o Irã, atribuída à ofensiva conduzida pelos Estados Unidos e por Israel. Na avaliação apresentada, a situação estaria empurrando toda a região para um cenário de guerra em larga escala, com impactos difíceis de prever.

Líderes árabes demonstraram inquietação após os bombardeios iniciados no sábado por Israel e Estados Unidos contra o território iraniano, seguidos pela reação de Teerã com ataques direcionados a áreas como Tel Aviv, Dubai e Abu Dhabi.

O presidente norte americano, Donald Trump, declarou que a operação militar seguirá pelo período que considerar necessário e admitiu que as ações podem se estender por semanas.

A presidência russa também lamentou o colapso das negociações entre Washington e Teerã, que vinham sendo mediadas por Omã. Segundo Moscou, o fracasso diplomático abriu caminho para o que classificou como agressão direta contra a República Islâmica.

Apesar da parceria recente entre Rússia e Irã, especialmente após o fornecimento de drones e equipamentos militares iranianos utilizados por Moscou na guerra da Ucrânia, o governo russo não interveio militarmente quando o Irã foi alvo dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel em 2025.

No cenário regional, a Rússia já havia sofrido revés estratégico no ano anterior com a queda do então presidente sírio Bashar al-Assad, deposto por uma coalizão rebelde de orientação jihadista.

Ao justificar a ofensiva iniciada no sábado, Trump afirmou que o objetivo é eliminar ameaças iminentes associadas ao regime iraniano. O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sustentou que a ação conjunta foi necessária diante do que descreveu como ameaça existencial ao Estado israelense.

O novo ciclo de confrontos também intensificou a tensão entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado por Teerã. As acusações de violações ao cessar fogo firmado em novembro de 2024 voltaram a ganhar força com a escalada militar.

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